Fechar
Publicidade

Sábado, 25 de Maio

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Esportes

esportes@dgabc.com.br | 4435-8384

Maduro, Pintado curte Azulão

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Sem esquecer demissão no S.Paulo, técnico renova até 2020 já de olho na Série D do Brasileiro


João Victor Romoli
especial para o Diário

03/06/2018 | 07:07


A liderança demonstrada como jogador e a chance de comandar o clube em que atuou por boa parte da carreira foram os motivos para Pintado ter virado treinador. O atual comandante do São Caetano, que se prepara para disputar a Copa Paulista, em agosto, visitou o Diário e, além de falar sobre as expectativas para a Copa do Mundo da Rússia, comentou sua história com o São Paulo e a decepção ao ser demitido do cargo de auxiliar técnico em 2017 – chegou a dirigir o Tricolor interinamente após a saída de Rogério Ceni.

Polivalente, já que antes de atuar como volante jogou de zagueiro e lateral, Pintado vestiu a camisa do São Paulo de 1984 a 1993, pelo qual conquistou duas Copas Libertadores da América e um Mundial de Clubes. Durante esse período, porém, ele chegou a ser emprestado ao Taubaté e ao Bragantino, com o qual venceu o Campeonato Paulista de 1990. Pelo Tricolor, aliás, ele diz ter vivido o melhor momento de sua vida.

“O São Paulo mudou minha vida pessoal e profissional, cheguei com 16 anos. As coisas foram dando certo, fui iluminado. Foi o melhor momento da minha vida. O clube era um exemplo, tinha profissionais capacitados, tinha pessoas com visões à frente do tempo. Hoje as coisas mudaram muito”, disse o técnico, que realizou o sonho de treinar o Tricolor no ano passado.

Ele trabalhou como interino após a saída de Rogério Ceni. Pintado, porém, lamenta ter sido demitido, na visão dele, de forma injusta.

“O que decepcionou foi que as pessoas não me ouviram, tive pouca chance de oferecer a informação, embora tenha deixado tudo por escrito. Tenho certeza que tinha razão. Acho que fui demitido porque ofereci as informações que eles não gostariam de ouvir. Principalmente nas contratações de jogadores, já que elas fugiram da área técnica. Elas têm que ser ouvidas. O risco de não dar certo é muito grande, temos que ver tudo que acontece. Fiquei triste porque era um sonho trabalhar lá, sempre dei o meu melhor. Nunca fui de acordo com o que acontecia lá, sempre trabalhei em um time vencedor, mas hoje a gente está vendo um time com dificuldade. Acho que dificilmente voltarei”, disse Pintado, que como treinador conquistou um título na carreira: o Campeonato Paulista da Segunda Divisão de 2004 pela Inter de Limeira, justamente o seu primeiro trabalho à frente de um clube.

Agora, em sua terceira passagem pelo São Caetano – já havia dirigido o time em 2008 e 2013 –, o técnico teve o contrato renovado até novembro de 2020 e aproveita o período de treinamentos visando ajustar o Azulão para a disputa da Copa Paulista.

“Estou feliz no São Caetano, voltei mais maduro, e mais do que isso, conhecendo o interior do clube. O futebol mudou muito e aprendi isso. Espero ficar muito tempo aqui, temos a Copa Paulista agora, campeonato que vamos jogar com toda a força”, disse o comandante que, pela campanha realizada no Paulistão deste ano – acabou eliminado justamente pelo São Paulo nas quartas de final –, já tem vaga assegurada para a Série D do Campeonato Brasileiro de 2019.

COPA DO MUNDO
O técnico ainda aproveitou o momento que antecede a Copa do Mundo para revelar que concordou com a maioria dos atletas convocados pelo treinador Tite e que o Brasil é um dos favoritos ao título na Rússia. “A lista já era esperada, todos já tinham em mente. Está dentro do que o Tite pensava. Não mudaria muita coisa, ele foi justo. Creio que o Brasil é uma das seleções favoritas, mas os primeiros jogos vão ser importantes para ganhar confiança. Vejo uma Alemanha muito forte, a Bélgica como surpresa e, claro, não podemos descartar Espanha, França e Inglaterra”, comentou. 



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Maduro, Pintado curte Azulão

Sem esquecer demissão no S.Paulo, técnico renova até 2020 já de olho na Série D do Brasileiro

João Victor Romoli
especial para o Diário

03/06/2018 | 07:07


A liderança demonstrada como jogador e a chance de comandar o clube em que atuou por boa parte da carreira foram os motivos para Pintado ter virado treinador. O atual comandante do São Caetano, que se prepara para disputar a Copa Paulista, em agosto, visitou o Diário e, além de falar sobre as expectativas para a Copa do Mundo da Rússia, comentou sua história com o São Paulo e a decepção ao ser demitido do cargo de auxiliar técnico em 2017 – chegou a dirigir o Tricolor interinamente após a saída de Rogério Ceni.

Polivalente, já que antes de atuar como volante jogou de zagueiro e lateral, Pintado vestiu a camisa do São Paulo de 1984 a 1993, pelo qual conquistou duas Copas Libertadores da América e um Mundial de Clubes. Durante esse período, porém, ele chegou a ser emprestado ao Taubaté e ao Bragantino, com o qual venceu o Campeonato Paulista de 1990. Pelo Tricolor, aliás, ele diz ter vivido o melhor momento de sua vida.

“O São Paulo mudou minha vida pessoal e profissional, cheguei com 16 anos. As coisas foram dando certo, fui iluminado. Foi o melhor momento da minha vida. O clube era um exemplo, tinha profissionais capacitados, tinha pessoas com visões à frente do tempo. Hoje as coisas mudaram muito”, disse o técnico, que realizou o sonho de treinar o Tricolor no ano passado.

Ele trabalhou como interino após a saída de Rogério Ceni. Pintado, porém, lamenta ter sido demitido, na visão dele, de forma injusta.

“O que decepcionou foi que as pessoas não me ouviram, tive pouca chance de oferecer a informação, embora tenha deixado tudo por escrito. Tenho certeza que tinha razão. Acho que fui demitido porque ofereci as informações que eles não gostariam de ouvir. Principalmente nas contratações de jogadores, já que elas fugiram da área técnica. Elas têm que ser ouvidas. O risco de não dar certo é muito grande, temos que ver tudo que acontece. Fiquei triste porque era um sonho trabalhar lá, sempre dei o meu melhor. Nunca fui de acordo com o que acontecia lá, sempre trabalhei em um time vencedor, mas hoje a gente está vendo um time com dificuldade. Acho que dificilmente voltarei”, disse Pintado, que como treinador conquistou um título na carreira: o Campeonato Paulista da Segunda Divisão de 2004 pela Inter de Limeira, justamente o seu primeiro trabalho à frente de um clube.

Agora, em sua terceira passagem pelo São Caetano – já havia dirigido o time em 2008 e 2013 –, o técnico teve o contrato renovado até novembro de 2020 e aproveita o período de treinamentos visando ajustar o Azulão para a disputa da Copa Paulista.

“Estou feliz no São Caetano, voltei mais maduro, e mais do que isso, conhecendo o interior do clube. O futebol mudou muito e aprendi isso. Espero ficar muito tempo aqui, temos a Copa Paulista agora, campeonato que vamos jogar com toda a força”, disse o comandante que, pela campanha realizada no Paulistão deste ano – acabou eliminado justamente pelo São Paulo nas quartas de final –, já tem vaga assegurada para a Série D do Campeonato Brasileiro de 2019.

COPA DO MUNDO
O técnico ainda aproveitou o momento que antecede a Copa do Mundo para revelar que concordou com a maioria dos atletas convocados pelo treinador Tite e que o Brasil é um dos favoritos ao título na Rússia. “A lista já era esperada, todos já tinham em mente. Está dentro do que o Tite pensava. Não mudaria muita coisa, ele foi justo. Creio que o Brasil é uma das seleções favoritas, mas os primeiros jogos vão ser importantes para ganhar confiança. Vejo uma Alemanha muito forte, a Bélgica como surpresa e, claro, não podemos descartar Espanha, França e Inglaterra”, comentou. 

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;