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Jeroen Klink diz que Temer retira a autonomia da UFABC

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Um dos idealizadores da universidade também critica corte constante de investimento em ensino


Raphael Rocha

03/06/2018 | 07:03


Um dos maiores entusiastas da criação da UFABC (Universidade Federal do ABC) e professor titular da instituição desde 2006, Jeroen Klink critica a perda de autonomia do centro universitário durante o governo de Michel Temer (MDB) e afirma que as constantes reduções de verba podem contribuir decisivamente para a perda de qualidade do ensino.

“Na conjuntura atual, o projeto inovador está claramente sendo ameaçado pelo quadro de austeridade fiscal, que desencadeou em duros cortes de recursos necessários para finalizar as obras e financiar custeio, bolsas de pesquisa para alunos e programas inovadores, como Ciências sem Fronteira”, discorre o docente. “Há indícios claros de perda de autonomia da universidade durante esse governo, o que se reflete, por exemplo, na demora e na politização do processo de nomeação do novo reitor.”

Mais bem votado em eleição organizada em novembro, Dácio Matheus só foi alçado à reitoria da UFABC na semana passada, seis meses após o pleito. Durante esse tempo, Temer cogitou indicar o segundo ou o terceiro colocados no certame, desrespeitando tradição, sob a suspeita de que Dácio tinha ligações políticas com o PT, seu adversário. Dácio só tomou posse na sexta-feira.

“Portanto, nesse cenário de desgastes políticos e ataques às universidades públicas, uma tarefa importante não é apenas continuar trabalhando na consolidação desta universidade, que é uma instituição de ponta, mas também mostrar para a sociedade regional, e brasileira, os custos da atual estratégia do governo federal para o Ensino Superior”, prossegue Klink.

Ainda na visão de Klink, a redução de aporte à UFABC e a politização da visão sobre a entidade vai acarretar em problemas estruturais para as cidades, uma vez que ideias inovadoras de gestão pública ao Grande ABC saem das salas de aula dos campi de Santo André e de São Bernardo. “Esses custos também aparecerão através da perda de acesso ao Ensino Superior gratuito de qualidade e com quantidade.”

Holandês de nascimento, Jeroen Klink é doutor em Arquitetura e Urbanismo e mestre em Economia Internacional e Financeira. Foi secretário de Desenvolvimento Econômico e Ação Regional no governo de Celso Daniel (PT, morto em 2002), além de ter ocupado a função de pró-reitor de extensão da UFABC.
(Colaborou Kelly Zucatelli) 



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Jeroen Klink diz que Temer retira a autonomia da UFABC

Um dos idealizadores da universidade também critica corte constante de investimento em ensino

Raphael Rocha

03/06/2018 | 07:03


Um dos maiores entusiastas da criação da UFABC (Universidade Federal do ABC) e professor titular da instituição desde 2006, Jeroen Klink critica a perda de autonomia do centro universitário durante o governo de Michel Temer (MDB) e afirma que as constantes reduções de verba podem contribuir decisivamente para a perda de qualidade do ensino.

“Na conjuntura atual, o projeto inovador está claramente sendo ameaçado pelo quadro de austeridade fiscal, que desencadeou em duros cortes de recursos necessários para finalizar as obras e financiar custeio, bolsas de pesquisa para alunos e programas inovadores, como Ciências sem Fronteira”, discorre o docente. “Há indícios claros de perda de autonomia da universidade durante esse governo, o que se reflete, por exemplo, na demora e na politização do processo de nomeação do novo reitor.”

Mais bem votado em eleição organizada em novembro, Dácio Matheus só foi alçado à reitoria da UFABC na semana passada, seis meses após o pleito. Durante esse tempo, Temer cogitou indicar o segundo ou o terceiro colocados no certame, desrespeitando tradição, sob a suspeita de que Dácio tinha ligações políticas com o PT, seu adversário. Dácio só tomou posse na sexta-feira.

“Portanto, nesse cenário de desgastes políticos e ataques às universidades públicas, uma tarefa importante não é apenas continuar trabalhando na consolidação desta universidade, que é uma instituição de ponta, mas também mostrar para a sociedade regional, e brasileira, os custos da atual estratégia do governo federal para o Ensino Superior”, prossegue Klink.

Ainda na visão de Klink, a redução de aporte à UFABC e a politização da visão sobre a entidade vai acarretar em problemas estruturais para as cidades, uma vez que ideias inovadoras de gestão pública ao Grande ABC saem das salas de aula dos campi de Santo André e de São Bernardo. “Esses custos também aparecerão através da perda de acesso ao Ensino Superior gratuito de qualidade e com quantidade.”

Holandês de nascimento, Jeroen Klink é doutor em Arquitetura e Urbanismo e mestre em Economia Internacional e Financeira. Foi secretário de Desenvolvimento Econômico e Ação Regional no governo de Celso Daniel (PT, morto em 2002), além de ter ocupado a função de pró-reitor de extensão da UFABC.
(Colaborou Kelly Zucatelli) 

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