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Audiência sobre centro logístico em Paranapiacaba será no dia 28

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Consema determina discussão antes da liberação ambiental; projeto desagrada ambientalistas


Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

02/06/2018 | 07:00


 O Consema (Conselho Estadual de Meio Ambiente) agendou para o dia 28 de junho audiência pública para apresentação de estudo de impacto ambiental do Centro Logístico Campo Grande, orçado em R$ 780 milhões, que pretende ser erguido em Paranapiacaba, Santo André. Na ocasião, espera-se que o projeto, polêmico e que provoca críticas por parte de ambientalistas e moradores da área, seja amplamente debatido pela sociedade.

Inicialmente, a audiência pública – etapa obrigatória para a obtenção das licenças ambientais – estava marcada para acontecer no dia 12 de abril, no entanto, a pedido da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), foi remarcada. De acordo com o órgão ambiental, devido à “demanda grande de trabalho”, era necessário mais tempo para análise do EIA-Rima (Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto do Meio Ambiente) elaborado pela empresa Fazenda Campo Grande Logística e Participações, detentora do projeto.

O material, com 58 páginas, aponta que para a consolidação do Centro Logístico Campo Grande – condomínio voltado à movimentação de cargas em área de aproximadamente 468 hectares, subdividida em três glebas – será necessária a perda de cobertura vegetal em área de Mata Atlântica de 91 hectares (o correspondente a 90 campos de futebol), e de habitat e afugentamento da fauna para as áreas vizinhas. Além disso, estão previstos danos como alteração da qualidade do ar, assoreamento de cursos-d''''água e alteração na qualidade das águas superficiais (veja arte acima).

Especialistas da região avaliam os impactos negativos do empreendimento, apesar de considerarem os avanços econômicos previstos. “Estamos falando de um porto seco, o que trará prejuízos ao meio ambiente, no solo, rios, vegetação”, destaca a bióloga da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) Marta Marcondes.

Ambientalista e presidente do MDV (Movimento em Defesa da Vida) do Grande ABC, Virgílio Alcides de Farias ressalta que a preocupação principal é a extinção de animais que vivem na área. “O desmatamento daquela área representará a extinção de diversas espécies e também de nascentes que formam a (Represa) Billings.”

PROGRAME-SE

O encontro será realizado às 17h na Casa de Portugal (Rua Nossa Senhora de Fátima, 55, bairro Paraíso, em Santo André). O material a respeito do impacto ambiental está disponível no site da Cetesb (licenciamentoambiental.cetesb.sp.gov.br/eia-rima).

Empresa tem expectativa de iniciar operação do espaço em 2024

A operação do Centro Logístico Campo Grande está prevista para iniciar no ano de 2024 e sua implantação se dará em fases. Estima-se que 60% do empreendimento estará ocupado em dez anos, e que tenha alcançado 90% de ocupação em 25 anos. Estão previstas a abertura de 85 postos de trabalho para implantação do empreendimento e outros 1.200 para operação.

O centro também deverá gerar arrecadação de R$ 30 milhões de ISS (Imposto Sobre Serviços) para a Prefeitura de Santo André, com a construção do espaço, e outros R$ 35 milhões com a operação do empreendimento.

O centro logístico ocupará 20% de uma área total de 468 hectares. “O projeto foi elaborado respeitando todas as características ambientais, tanto que o traçado definido resultou inferior ao potencial de ocupação das áreas. Outro fator é que na área escolhida a ferrovia apresenta trecho retilíneo e plano, que permite a implantação de ramais ferroviários”, afirma o sócio responsável da empresa, Jael Rawet.



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Audiência sobre centro logístico em Paranapiacaba será no dia 28

Consema determina discussão antes da liberação ambiental; projeto desagrada ambientalistas

Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

02/06/2018 | 07:00


 O Consema (Conselho Estadual de Meio Ambiente) agendou para o dia 28 de junho audiência pública para apresentação de estudo de impacto ambiental do Centro Logístico Campo Grande, orçado em R$ 780 milhões, que pretende ser erguido em Paranapiacaba, Santo André. Na ocasião, espera-se que o projeto, polêmico e que provoca críticas por parte de ambientalistas e moradores da área, seja amplamente debatido pela sociedade.

Inicialmente, a audiência pública – etapa obrigatória para a obtenção das licenças ambientais – estava marcada para acontecer no dia 12 de abril, no entanto, a pedido da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), foi remarcada. De acordo com o órgão ambiental, devido à “demanda grande de trabalho”, era necessário mais tempo para análise do EIA-Rima (Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto do Meio Ambiente) elaborado pela empresa Fazenda Campo Grande Logística e Participações, detentora do projeto.

O material, com 58 páginas, aponta que para a consolidação do Centro Logístico Campo Grande – condomínio voltado à movimentação de cargas em área de aproximadamente 468 hectares, subdividida em três glebas – será necessária a perda de cobertura vegetal em área de Mata Atlântica de 91 hectares (o correspondente a 90 campos de futebol), e de habitat e afugentamento da fauna para as áreas vizinhas. Além disso, estão previstos danos como alteração da qualidade do ar, assoreamento de cursos-d''''água e alteração na qualidade das águas superficiais (veja arte acima).

Especialistas da região avaliam os impactos negativos do empreendimento, apesar de considerarem os avanços econômicos previstos. “Estamos falando de um porto seco, o que trará prejuízos ao meio ambiente, no solo, rios, vegetação”, destaca a bióloga da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) Marta Marcondes.

Ambientalista e presidente do MDV (Movimento em Defesa da Vida) do Grande ABC, Virgílio Alcides de Farias ressalta que a preocupação principal é a extinção de animais que vivem na área. “O desmatamento daquela área representará a extinção de diversas espécies e também de nascentes que formam a (Represa) Billings.”

PROGRAME-SE

O encontro será realizado às 17h na Casa de Portugal (Rua Nossa Senhora de Fátima, 55, bairro Paraíso, em Santo André). O material a respeito do impacto ambiental está disponível no site da Cetesb (licenciamentoambiental.cetesb.sp.gov.br/eia-rima).

Empresa tem expectativa de iniciar operação do espaço em 2024

A operação do Centro Logístico Campo Grande está prevista para iniciar no ano de 2024 e sua implantação se dará em fases. Estima-se que 60% do empreendimento estará ocupado em dez anos, e que tenha alcançado 90% de ocupação em 25 anos. Estão previstas a abertura de 85 postos de trabalho para implantação do empreendimento e outros 1.200 para operação.

O centro também deverá gerar arrecadação de R$ 30 milhões de ISS (Imposto Sobre Serviços) para a Prefeitura de Santo André, com a construção do espaço, e outros R$ 35 milhões com a operação do empreendimento.

O centro logístico ocupará 20% de uma área total de 468 hectares. “O projeto foi elaborado respeitando todas as características ambientais, tanto que o traçado definido resultou inferior ao potencial de ocupação das áreas. Outro fator é que na área escolhida a ferrovia apresenta trecho retilíneo e plano, que permite a implantação de ramais ferroviários”, afirma o sócio responsável da empresa, Jael Rawet.

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