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'Nem Deus afunda o Titanic'

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Sucesso do filme que estreou nos Estados Unidos há duas décadas é atribuído aos protagonistas


Miriam Gimenes

19/12/2017 | 07:00


A jornalista Isabela de Castro Treza, de São Caetano, tinha apenas 2 anos no dia 19 de dezembro de 1997, data escolhida para o filme Titanic ‘aportar’ nos cinemas nos Estados Unidos. No mês seguinte, o longa de James Cameron chegou ao Brasil, estreia que resultou em filas quilométricas para a compra do ingresso em questão.

Ainda que ela não tenha tido de enfrentá-las, sabe da importância que o longa teve para o cinema mundial e é fã da trama – protagonizada por Leonardo Di Caprio (Jack) e Kate Winslet (Rose) com 20 e 21 anos respectivamente na época –, a qual já assistiu mais de 20 vezes. “Por volta dos meus 12 anos fazia aulas de teatro e comecei a assistir ao Titanic. Conseguia admirar cada detalhe do filme. Desde propriamente a parte técnica, como a atuação, figurino, cenário, trilha sonora e a forma com que a trama é elaborada, mostrando o ângulo dos personagens.”

Ela busca diferente aprendizado em cada vez que vê a história, da qual coleciona cartazes, camiseta e tem até o colar ‘coração do oceano’, presente que Rose (Kate Wislet) ganhou do noivo no início da trama e ‘adornou’ toda a história. “Não sei se este foi o propósito de James Cameron, mas acredito que o filme tenha um impacto diferente na vida de cada fã. Na minha é exatamente essa renovação de lições de vida, sempre vejo algo novo.” Entre as suas frases preferida, está a que Jack diz: ‘A vida é um presente e eu não vou desperdiçá-la. Nunca se sabe que cartas virão, é preciso aceitar o que vier, fazer todo dia valer a pena.’

O crítico de cinema Marcelo Lyra atribui o sucesso do filme à boa história e à condução das cenas, mérito de Cameron, mas um fator, em sua opinião, foi determinante. “Ele (diretor) foi muito feliz na escolha do par, a química dos dois é perfeita. É possível se convencer daquela relação e se envolver na história. noventa por cento do sucesso do filme foi a escolha do casal.”

Tanto ele tem razão que uma das cenas mais comentadas, até hoje, é a que Jack morre. A questão é: ‘Ele poderia ter subido também na porta com Rose e se salvado do naufrágio?’. Cameron responde: “Acho meio bobo, de verdade, ter essa discussão 20 anos depois. Mas isso mostra que o filme foi eficaz em fazer o Jack tão cativante para o público que dói vê-lo morrer. Se ele tivesse sobrevivido, o fim não teria sentido. O longa é sobre morte e separação; ele tinha que morrer. Então não importava se fosse isso ou uma chaminé caindo em cima dele, ele morreria. Isso é o que a gente chama de arte, as coisas acontecem por motivações artísticas, não pela física”, disse o diretor recentemente.

A frase que dá título a esta reportagem, dita no início da produção por um dos personagens, tem seu fundo de verdade. O Titanic pode ter afundado na ‘vida real’, mas o mesmo não acontecerá, com certeza, na história do cinema.

CURIOSIDADES
- Em 1995, para buscar informações sobre o naufrágio, a equipe do diretor Camaron desceu 11 vezes aos destroços. Ficou mais tempo ‘a bordo’ do que os tripulantes originais.
- ‘Titanic’ recebeu 14 indicações ao Oscar e conquistou 11 estatuetas, entre elas a de melhor filme e a de melhor diretor.
- Matthew McConaughey foi cotado para fazer Jack e Gwyneth Paltrow, Rose.
- A atriz que deu vida a Rose centenária,Gloria Stuart tinha 87 anos nas filmagens. Completou 100 anos em julho de 2010 e morreu em setembro do mesmo ano.
- O filme, que custou US$ 200 milhões, saiu mais caro do que a construção do navio original: US$ 7,5 milhões que, corrigidos até o ano do lançamento, em 1997, davam US$ 150 milhões. Mas foi o primeiro longa na história do cinema a ultrapassar US$ 1 bilhão arrecadados apenas nas bilheterias.



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'Nem Deus afunda o Titanic'

Sucesso do filme que estreou nos Estados Unidos há duas décadas é atribuído aos protagonistas

Miriam Gimenes

19/12/2017 | 07:00


A jornalista Isabela de Castro Treza, de São Caetano, tinha apenas 2 anos no dia 19 de dezembro de 1997, data escolhida para o filme Titanic ‘aportar’ nos cinemas nos Estados Unidos. No mês seguinte, o longa de James Cameron chegou ao Brasil, estreia que resultou em filas quilométricas para a compra do ingresso em questão.

Ainda que ela não tenha tido de enfrentá-las, sabe da importância que o longa teve para o cinema mundial e é fã da trama – protagonizada por Leonardo Di Caprio (Jack) e Kate Winslet (Rose) com 20 e 21 anos respectivamente na época –, a qual já assistiu mais de 20 vezes. “Por volta dos meus 12 anos fazia aulas de teatro e comecei a assistir ao Titanic. Conseguia admirar cada detalhe do filme. Desde propriamente a parte técnica, como a atuação, figurino, cenário, trilha sonora e a forma com que a trama é elaborada, mostrando o ângulo dos personagens.”

Ela busca diferente aprendizado em cada vez que vê a história, da qual coleciona cartazes, camiseta e tem até o colar ‘coração do oceano’, presente que Rose (Kate Wislet) ganhou do noivo no início da trama e ‘adornou’ toda a história. “Não sei se este foi o propósito de James Cameron, mas acredito que o filme tenha um impacto diferente na vida de cada fã. Na minha é exatamente essa renovação de lições de vida, sempre vejo algo novo.” Entre as suas frases preferida, está a que Jack diz: ‘A vida é um presente e eu não vou desperdiçá-la. Nunca se sabe que cartas virão, é preciso aceitar o que vier, fazer todo dia valer a pena.’

O crítico de cinema Marcelo Lyra atribui o sucesso do filme à boa história e à condução das cenas, mérito de Cameron, mas um fator, em sua opinião, foi determinante. “Ele (diretor) foi muito feliz na escolha do par, a química dos dois é perfeita. É possível se convencer daquela relação e se envolver na história. noventa por cento do sucesso do filme foi a escolha do casal.”

Tanto ele tem razão que uma das cenas mais comentadas, até hoje, é a que Jack morre. A questão é: ‘Ele poderia ter subido também na porta com Rose e se salvado do naufrágio?’. Cameron responde: “Acho meio bobo, de verdade, ter essa discussão 20 anos depois. Mas isso mostra que o filme foi eficaz em fazer o Jack tão cativante para o público que dói vê-lo morrer. Se ele tivesse sobrevivido, o fim não teria sentido. O longa é sobre morte e separação; ele tinha que morrer. Então não importava se fosse isso ou uma chaminé caindo em cima dele, ele morreria. Isso é o que a gente chama de arte, as coisas acontecem por motivações artísticas, não pela física”, disse o diretor recentemente.

A frase que dá título a esta reportagem, dita no início da produção por um dos personagens, tem seu fundo de verdade. O Titanic pode ter afundado na ‘vida real’, mas o mesmo não acontecerá, com certeza, na história do cinema.

CURIOSIDADES
- Em 1995, para buscar informações sobre o naufrágio, a equipe do diretor Camaron desceu 11 vezes aos destroços. Ficou mais tempo ‘a bordo’ do que os tripulantes originais.
- ‘Titanic’ recebeu 14 indicações ao Oscar e conquistou 11 estatuetas, entre elas a de melhor filme e a de melhor diretor.
- Matthew McConaughey foi cotado para fazer Jack e Gwyneth Paltrow, Rose.
- A atriz que deu vida a Rose centenária,Gloria Stuart tinha 87 anos nas filmagens. Completou 100 anos em julho de 2010 e morreu em setembro do mesmo ano.
- O filme, que custou US$ 200 milhões, saiu mais caro do que a construção do navio original: US$ 7,5 milhões que, corrigidos até o ano do lançamento, em 1997, davam US$ 150 milhões. Mas foi o primeiro longa na história do cinema a ultrapassar US$ 1 bilhão arrecadados apenas nas bilheterias.

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