
Viglietti, nascido em uma família de músicos, foi desde sua juventude um artista com fortes convicções ideológicas de esquerda, se tornando uma referência da chamada música de protesto durante a década de 1960.
Viglietti foi preso em 1972 e solto um ano depois, após um movimento internacional liderado por personalidades como Jean Paul Sartre, François Mitterrand, Julio Cortázar e Oscar Niemeyer. O cantor se exilou na Argentina e na França durante a ditadura uruguaia, de 1973 a 1985, e voltou a seu país junto com o retorno da democracia.
A desalambrar, de 1973, é considerada uma de suas canções mais emblemáticas e transcendeu as fronteiras do Uruguai. Junto com outros artistas uruguaios como Alfredo Zitarrosa, Los Olimareños e José Carbajal (El Sabalero), marcou uma época na música de protesto de seu país e da região.
"Creio que cada um com seu estilo, estávamos fazendo coisas, e sem nos darmos conta, era um trabalho coral. Nos classificaram como solistas, mas depois a vida nos mostrou que cantávamos em coro sem saber", disse Viglietti em 2015, em entrevista ao jornal uruguaio La Diária.
Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.