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'Ele é bom demais da conta', diz pai de Denílson

Edélcio Cândido
Do Diário do Grande ABC
21/07/2001 | 17:01
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Em um condomínio de luxo no centro de São Bernardo, uma família torce e faz orações pelo filho famoso. De menino pobre que perambulava pelas ruas e campos de peladas da cidade, Denílson virou sinônimo de salvador da pátria da era Felipão. “Amo todos vocês. Obrigado por tudo”, disse Denílson pela televisão, ao final do jogo entre Brasil e Paraguai. Além de agradecer aos milhões de torcedores, os elogios tinham direção certa: a família. Denilson nasceu no dia 24 de agosto de 1977, em São Bernardo, e graças à habilidade no futebol chegou à Seleção Brasileira e foi negociado com o Betis, da Espanha, por US$ 35 milhões, em 1998.

Em São Bernardo, sexta-feira à noite, o pai do jogador, Helvécio Benedito de Oliveira, 52 anos; a mãe, Amélia de Jesus Oliveira, 50; o irmão mais velho, Dênis Oliveira, 26; e a irmã caçula, Débora, 20, não disfarçavam a emoção. “Ele precisa começar jogando. O menino é bom demais da conta. Nós vamos ganhar de Honduras por 2 a 0, com um gol dele”, disse o pai Helvécio.

“O Denílson teve uma infância muito humilde em Diadema”, afirmou o pai. O jogador começou a surgir para o futebol em 1990, aos 13 anos. Jogava em um time do bairro de Taboão e Benê, ex-jogador do Corinthians, levou o garoto a uma escolinha de futebol. Em um campeonato juvenil, disputou a final contra o São Paulo. Levado para o Morumbi, teve um observador mais do que especial: Telê Santana.

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