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Sao Roque: vigilância Sanitária interdita hospital

09/04/1999 | 22:00
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O Hospital e Maternidade Santa Angela, de Sao Roque, a 55 quilômetros da capital paulista, foi interditado nesta sexta, por tempo indeterminado, pelo Serviço de Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado da Saúde, por falta de condiçoes para atender os pacientes.

Vistorias realizadas pela equipe de fiscalizaçao constataram que havia risco de infecçoes por causa do mau estado das instalaçoes e pela falta de médicos. O Santa Angela funciona há 40 anos e vinha realizando cerca de 500 internaçoes por mês. Recentemente, passou a ser mantido pela Casa de Caridade Francisco Baeta Neves. Mais de 20 pacientes internados tiveram de ser transferidos para outros hospitais.

Os cem funcionários da entidade realizaram um protesto contra o fechamento, postando-se na frente do hospital, hoje à tarde. Segundo o laudo da vistoria da equipe da Secretaria da Saúde, a pediatria apresentava falta de higiene e nao tinha separaçao entre crianças portadoras de patologias pulmonares e gastroentéricas.

O sanitário, de uso comum para maes e crianças, estava sujo e exalava mau cheiro. Berços e suportes para soro estavam enferrujados e havia alto risco de contaminaçao. Segundo o relatório, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nao havia escala de plantoes médicos e de enfermagem.

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No centro cirúrgico, a porta lateral corroída permitia a entrada de insetos e roedores. A cozinha nao dispunha de câmara frigorífica e de nutricionista responsável. A área física nao foi considerada suficiente para os 150 leitos, assim como os recursos humanos disponíveis. O hospital recebeu 11 autuaçoes por inadequaçoes sanitárias.

O superintendente do Santa Angela, médico Valmir Leite Campos, disse que a interdiçao foi arbitrária e movida por interesses políticos. "A vistoria incluiu uma ala do hospital que está desativada para reformas." Segundo ele, a quase totalidade do atendimento era feita pelo Sistema Unico de Saúde (SUS) e, dos 140 leitos credenciados, apenas 95 estavam em uso. Ele disse que, além dos 20 médicos do corpo clínico, o hospital contava com dezenas de outros prestadores de serviços. "A interdiçao nao se justifica", disse. A mantenedora vai entrar com açao na Justiça pedindo a reabertura do hospital.




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