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PMDB desiste de pedir cassação de Auricchio


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

01/06/2017 | 07:00


Chegou ao fim a guerra política entre o ex-prefeito de São Caetano Paulo Pinheiro (PMDB) e o chefe do Executivo José Auricchio Júnior (PSDB), rivais na eleição do ano passado. O peemedebista desistiu de pedir a cassação do diploma do tucano por suposto abuso do poder econômico e arrecadação ilegal na campanha.

A ação foi movida pelo PMDB em dezembro, dois meses depois de sofrer derrota nas urnas, e acusava a coligação de Auricchio e o hoje vice-prefeito Beto Vidoski (PSDB) de receberem doação irregular. Os peemedebistas pediam ainda que a Justiça Eleitoral investigasse possível abuso do poder econômico, supostamente praticado no período pré-eleitoral.

O processo citava reportagem do Diário, de junho de 2016, que relatou distribuição de churrasco, cerveja e refrigerante em evento de lançamento da candidatura de Auricchio ao Palácio da Cerâmica. O caso da doação suspeita refere-se a contribuições que totalizam R$ 389,5 mil feitas por Ana Maria Comparini Silva à campanha de Auricchio. Segundo a Justiça Eleitoral da Capital, a doadora, de 84 anos, não tinha condições financeiras para ajudar em campanhas eleitorais, já que integrava o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

A desistência da ação por parte do PMDB, protocolada na terça-feira na 166ª Zona Eleitoral da cidade, põe fim à longa queda de braço entre dois ex-aliados. A rivalidade começou em 2011, último ano de Auricchio à frente da Prefeitura. Na ocasião, Pinheiro era vereador da base de sustentação do prefeito – ambos, inclusive, integravam o mesmo partido, o PTB –, e rachou com Auricchio por não ter sido escolhido como candidato do governo à sucessão. Pinheiro migrou para o PMDB e disputou, com êxito, o pleito de 2012 contra a candidata escolhida por Auricchio, a atual secretária de Saúde no município, Regina Maura Zetone (PSDB).

De lá para cá a rixa se intensificou. Pinheiro substituiu Auricchio alegando herança de dívida inédita na ordem de R$ 265 milhões, referentes a restos a pagar deixados pelo antecessor.

O auge da disputa ocorreu em 2015, quando Pinheiro liderou movimento na Câmara para a rejeição das contas do tucano – o TCE (Tribunal de Contas do Estado) emitiu parecer contrário aos gastos do Paço de 2012 –, colocando em risco o futuro político de Auricchio, que poderia ficar inelegível com base na Lei da Ficha Limpa. O revés só não aconteceu porque o tucano conseguiu reverter a rejeição na Justiça comum, alegando cerceamento ao direito de defesa. Ambos se enfrentaram nas urnas em outubro. Pinheiro foi derrotado por 34,34% a 30,74% dos votos válidos.

A desistência do PMDB em pedir a cassação de Auricchio, porém, não significa, necessariamente, que o caso será arquivado. O MPE (Ministério Público Eleitoral) pode solicitar a titularidade do processo e seguir com a ação.

Nem Auricchio nem a presidente do PMDB são-caetanense, Gica Pinheiro, filha do ex-prefeito, foram localizados para comentar o assunto.
 



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PMDB desiste de pedir cassação de Auricchio

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

01/06/2017 | 07:00


Chegou ao fim a guerra política entre o ex-prefeito de São Caetano Paulo Pinheiro (PMDB) e o chefe do Executivo José Auricchio Júnior (PSDB), rivais na eleição do ano passado. O peemedebista desistiu de pedir a cassação do diploma do tucano por suposto abuso do poder econômico e arrecadação ilegal na campanha.

A ação foi movida pelo PMDB em dezembro, dois meses depois de sofrer derrota nas urnas, e acusava a coligação de Auricchio e o hoje vice-prefeito Beto Vidoski (PSDB) de receberem doação irregular. Os peemedebistas pediam ainda que a Justiça Eleitoral investigasse possível abuso do poder econômico, supostamente praticado no período pré-eleitoral.

O processo citava reportagem do Diário, de junho de 2016, que relatou distribuição de churrasco, cerveja e refrigerante em evento de lançamento da candidatura de Auricchio ao Palácio da Cerâmica. O caso da doação suspeita refere-se a contribuições que totalizam R$ 389,5 mil feitas por Ana Maria Comparini Silva à campanha de Auricchio. Segundo a Justiça Eleitoral da Capital, a doadora, de 84 anos, não tinha condições financeiras para ajudar em campanhas eleitorais, já que integrava o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

A desistência da ação por parte do PMDB, protocolada na terça-feira na 166ª Zona Eleitoral da cidade, põe fim à longa queda de braço entre dois ex-aliados. A rivalidade começou em 2011, último ano de Auricchio à frente da Prefeitura. Na ocasião, Pinheiro era vereador da base de sustentação do prefeito – ambos, inclusive, integravam o mesmo partido, o PTB –, e rachou com Auricchio por não ter sido escolhido como candidato do governo à sucessão. Pinheiro migrou para o PMDB e disputou, com êxito, o pleito de 2012 contra a candidata escolhida por Auricchio, a atual secretária de Saúde no município, Regina Maura Zetone (PSDB).

De lá para cá a rixa se intensificou. Pinheiro substituiu Auricchio alegando herança de dívida inédita na ordem de R$ 265 milhões, referentes a restos a pagar deixados pelo antecessor.

O auge da disputa ocorreu em 2015, quando Pinheiro liderou movimento na Câmara para a rejeição das contas do tucano – o TCE (Tribunal de Contas do Estado) emitiu parecer contrário aos gastos do Paço de 2012 –, colocando em risco o futuro político de Auricchio, que poderia ficar inelegível com base na Lei da Ficha Limpa. O revés só não aconteceu porque o tucano conseguiu reverter a rejeição na Justiça comum, alegando cerceamento ao direito de defesa. Ambos se enfrentaram nas urnas em outubro. Pinheiro foi derrotado por 34,34% a 30,74% dos votos válidos.

A desistência do PMDB em pedir a cassação de Auricchio, porém, não significa, necessariamente, que o caso será arquivado. O MPE (Ministério Público Eleitoral) pode solicitar a titularidade do processo e seguir com a ação.

Nem Auricchio nem a presidente do PMDB são-caetanense, Gica Pinheiro, filha do ex-prefeito, foram localizados para comentar o assunto.
 

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