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Lucélia Santos lança documentário sobre Timor Leste


Alessandro Soares
Do Diário do Grande ABC

25/06/2002 | 18:59


Lucélia Santos mantém um olho no outro lado do mundo, e não é na Copa do Mundo da Coréia e Japão. Entre a novela Malhação, da Globo, e idas e vindas da China, onde tem duas produções em andamento, a atriz, produtora e diretora andreense de 45 anos passou pelo Timor Leste e decidiu mostrar ao mundo a destruição e o renascer do povo timorense no documentário Timor Lorosae – O Massacre que o Mundo não Viu, que estréia sexta-feira (dia 28) em São Paulo e no Rio.

Lorosae, no dialeto tétum do povo maubere, significa “lugar onde nasce o sol”, ocidentalizado para Leste. Não é exatamente o primeiro trabalho de Lucélia na direção, que foi a série de cinco documentários feitos em película China Hoje, O Ponto de Mutação, exibida em 1998 na extinta TV Manchete, sobre China, Tibet, Hong Kong e Macau.

Timor Lorosae, entretanto, é seu primeiro documentário em longa-metragem feito para o cinema (está em competição esta semana no 12º Festival de Cinema Cine Ceará e já passou por Recife e Varginha). Seu filho Pedro Henrique Neschling, 20 anos, foi assistente de direção e co-autor do roteiro.

Lucélia é perguntada a todo momento porque filmou a miséria do povo timorense. “Fiquei muito ligada na história e na nossa ignorância com relação a ela. Eles sofreram muito, depois tiraram o luto e festejam a vida. É a força da sobrevivência e da vontade de se levantar”, disse.

Lucélia registra didaticamente o sofrimento dos timorenses, apoiada em imagens de arquivo da RTP (Rádio e Televisão Portuguesa) e do documentarista Max Stahl. “Fui para lá com a expectativa de voltar sem nada. Não sabia o que encontraria, se poderia filmar. Minha proposta era de solidariedade e compaixão. O que eu vi, mostrei no filme”.

Seu filho confessa que se assustou. “Tenho menos tempo de vida do que eles tiveram de massacre da Indonésia. Eu nunca tinha ouvido falar em Timor Leste. Foi um susto ver 90% do país queimado. Mas o povo era forte para lutar”, afirmou.

As filmagens foram feitas em 2000. Lucélia foi primeiro, e o restante da equipe, seu filho, o diretor de fotografia Luís Abramo e seu assistente Alexandre Ramos seguiram 15 dias depois. O país está estável, apesar da tensão das milícias pró-Indonésia. Ficaram hospedados no barco que servia de hotel para funcionários da ONU.

Para Lucélia, o povo timorense pouco sabe a respeito do Brasil, mas dirigentes esperam muito do país. “O Brasil é como um irmão maior, de grande potencial para ajudar o Timor. Eles esperam isso do Brasil”, disse.

Novela– Não é de hoje que Lucélia é uma espécie de diplomata cultural na China, desde a enorme popularidade da novela Escrava Isaura (1976) no país, quando exibida na decada de 80. Ano que vem, sua produtora Nhock Produções ajudará chineses a fazer um documentário sobre a Amazônia. Mas seu novo negócio com a China é uma novela. “É um novo velho trabalho, que estamos negociando há tempos, e que tenho até outubro para resolver”.

A novela se chama O Amor do Outro Lado da Terra, escrita por Zhou Zen Tian, célebre autor chinês de novelas, em parceria com Luís Carlos Maciel, e será exibida na TV Sithuan. Lucélia estrela e coordena a produção que terá cenas em fazendas de café e chá no interior de São Paulo.



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