
O delegado da 21ª Delegacia Policial (Bonsucesso), Jorge Campos, disse que a confusao entre as gangues começou no meio do salao - onde uma faixa vermelha divide o espaço que cada grupo deve ficar - após um desentendimento. "Estamos investigando os motivos da briga. Vamos ouvir as vítimas, as famílias dos jovens mortos e a direçao do clube", afirmou o delegado. O clube já havia sido autuado pelo Juizado de Menores por vender bebida alcoólica e permitir a entrada de menores nos bailes funk, o que é proibido por lei.
Segundo testemunhas, a briga, ocorrida na noite deste domingo, teria sido protagonizada por galeras rivas de funk da Favela Nova Holanda, no Complexo da Maré, e do Morro do Adeus, do Complexo do Alemao, ambos da zona norte. As armas usadas no confronto pelos grupos rivais encobriam ainda hoje o chao do clube: cacos de vidro e pedaços de madeira cheios de pregos. A direçao do clube nao quis comentar o tumulto.
Furacao 2000 - A maior organizadora de bailes funk do Rio, a empresa Furacao 2000, está ameaçada pela Justiça com mais de cem autos de infraçao, por promover bailes em clubes sem alvará de licenciamento e também pela presença de menores neste tipo de evento com a venda de bebidas alcoólicas. No sábado à noite, o Juizado de Menores apreendeu, momentos antes de começar um baile no Clube Cassino Bangu, na zona oeste, a aparelhagem de som e luz da Furaçao 2000.
"Isso foi absurdo, porque nao sou responsável pela venda de bebidas", desabafou o dono da empresa, Rômulo Costa, de 45 anos. "A Furacao é contratada pela direçao dos clubes apenas para colocar o som nos bailes", defendeu-se. De acordo com o Juizado de Menores, o total das multas da empresa pode chegar a R$ 170 mil, pois cada uma das atuaçoes implica em multa de dez a 15 salários mínimos. Costa produz em média de 15 a 20 bailes por fim de semana, a maioria em clubes nas zonas norte e oeste do Rio. O empresário só pode ter o equipamento de volta mediante pagamento das multas.
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