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Em S.Caetano, futura corregedora do Paço investigará funcionários fantasmas do governo anterior

Mylene Gambale avisa que apuração estará entre as prioridades


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

03/01/2017 | 07:00


Chefe da controladoria-geral da Prefeitura de São Caetano, Mylene Gambale afirmou ao Diário que investigará as denúncias de existência de funcionários fantasmas no governo do ex-prefeito Paulo Pinheiro (PMDB) e se haverá necessidade de exigir a devolução dos salários pagos indevidamente. O órgão de controle interno está prestes a ser criado pela gestão de José Auricchio Júnior (PSDB) e, segundo a futura controladora, o setor deverá verificar todos os processos administrativos registrados até então.

Mylene informou que, a princípio, é preciso identificar se os servidores foram, de fato, investigados. “Isso precisa ser verificado junto à corregedoria, se já houve apuração, se houve arquivamento, se tem ações para serem feitas ainda, se isso tem que ser levado ao Ministério Público e se houve processos no TCE (Tribunal de Contas do Estado). Precisamos analisar quais os atos foram praticados pela corregedoria, ver o que resta ser feito ou se houve alguma irregularidade na apuração”, frisou.

A denúncia de que a gestão Pinheiro pagava servidores que não trabalhavam veio à tona no começo do ano passado, quando reportagem do SBT Brasil mostrou que cinco pessoas estavam lotadas em várias secretarias, mas que foram flagradas trabalhando em estabelecimentos particulares em horário de expediente. Dentre os comissionados estavam Moacir Guirão, que estava na relação de servidores da Secretaria de Mobilidade Urbana – recebia R$ 19,9 mil por mês; Fábio Puccetti Leandri, que era nomeado como assessor na Pasta de Planejamento, com salário de R$ 6.300, mas que foi flagrado atendendo em agência de viagens. Na época da denúncia, chegou a viajar em um navio de cruzeiro de zumba (performance que mistura ginástica com dança).

Outros três servidores eram suspeitos de receber e não trabalhar: Reinaldo Raboni, apadrinhado na Secretaria de Educação (remuneração de R$ 4.294); o jornalista Carlinhos Lira, que alegou que não trabalhava no Palácio da Cerâmica por falta de espaço no setor de Comunicação, e Leandro Pirchio, que recebia R$ 11.569, mas que na verdade trabalhava em escola particular da família.

À época da denúncia, Pinheiro exonerou os comissionados e afirmou que passaria pente-fino nas secretarias para evitar casos semelhantes. O peemedebista prometeu implementar ponto eletrônico em todos os departamentos da Prefeitura, o que não ocorreu. O então prefeito afirmou que investigaria os servidores denunciados, mas a apuração não avançou.

A futura controladoria será regulamentada por meio de reforma administrativa a ser enviada por Auricchio nos próximos dias à Câmara. O órgão abrigará os já existentes setores de controle interno e ouvidoria municipal. O prefeito avalia a possibilidade de pedir aos vereadores que suspendam o recesso parlamentar para aprovar as alterações. 



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