
O laudo pericial sobre a morte da advogada Mércia Nakashima, entregue à Polícia Civil de São Paulo e ao MP (Ministério Público) nesta terça-feira, aponta a existência de uma alga em um sapato de Mizael Bispo de Souza, ex-namorado da jovem, que seria compatível com alga presente na represa de Nazaré Paulista (interior de SP), local onde o corpo dela foi encontrado.
Segundo o perito Renato Pattoli, do Instituto de Criminalística, a nova evidência aponta que o calçado certamente foi usado por alguém que colocou o pé na água da represa, mas não é possível confirmar se foi usado por Mizael.
Foram encontrados ainda resíduos de chumbo compatíveis com a bala que feriu Mércia, uma mancha de sangue e um pedaço de osso na sola do sapato.
O laudo aponta também que Mércia foi atingida por disparos dentro do veículo, e o carro foi empurrado para dentro da represa. O autor do crime estaria sentado no banco do passageiro, e a advogada, no banco do motorista.
Um laudo complementar ainda deve ser entregue a fim de determinar os motivos que fizeram a capota do carro afundar rapidamente.
Pattoli disse que o laudo poderá ser questionado pela defesa de Mizael.
Audiência - No dia 18 de outubro ocorrerá a primeira audiência do caso Mércia no Fórum de Guarulhos, na Grande São Paulo. Serão ouvidas as testemunhas da acusação e da defesa, bem como os réus. Essa etapa é chamada de fase de instrução e antecede a de um eventual julgamento.
O caso - O carro de Mércia foi encontrado no dia 10 de junho em uma represa em Nazaré Paulista após a indicação de um homem que viu o veículo ser empurrado enquanto pescava. No dia seguinte, o corpo da advogada foi encontrado no local, após ela ter ficado desaparecida por 17 dias.
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