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TV americana se volta para as minorias


Do Diário do Grande ABC

09/06/2000 | 12:03


A nova programaçao da temporada de outono na televisao dos Estados Unidos oferece ``um raio de esperança'' para as minorias, principalmente com a inclusao de mais afro-americanos em suas produçoes, mas continua sem responder às expectativas da coalizao multiétnica que há um ano luta em prol da diversidade racial nas telinhas americanas.

Vários atores negros aparecem em papéis destacados na programaçao da temporada 2000-2001, anunciada recentemente pelas quatro grandes cadeias americanas, a ABC, a CBS, a FOX e NBC. Também estao previstas duas séries com vários afro-americanos no elenco.

Esta presença de minorias nas telas de tevê a partir do próximo mês de setembro supoe uma mudança em relaçao à temporada passada, considerada pelos especialistas como a ``mais branca'' dos últimos muitos anos porque, das 26 novas séries previstas para o horário nobre, nao havia nenhum ator negro que fosse o protagonista.

A coalizao pela diversidade na televisao nasceu em funçao da indignaçao provocada por esse ``branqueamento'', mas, depois de doze meses de trabalho, nao se vê ``mais do que alguns sinais promissores'', segundo a coalizao.

``Estamos profundamente decepcionados com o fracasso das grandes cadeias em ir além na inclusao de atores afro-americanos em sua programaçao'', declarou a coalizao, em um comunicado difundido em Los Angeles.

Salvo três exceçoes, uma delas o salseiro panamenho Rubén Blades na série ``Gideon Crossing'' (ABC), ``os latinos ficaram excluídos dos papéis protagonistas'', acrescentou a coalizao formada pela Associaçao pelo Avanço das Pessoas de Cor (NAACP, sua sigla no original), o Conselho dos Meios Latinos, a Coaliao de Meios de Asiático-Americanos e os Indios Americanos no Cinema e na Televisao.

O mesmo acontece com os atores americanos de origem asiática, enquanto que os índios americanos nao aparecem em lugar algum.

Proporcionalmente, no entanto, os mais representados nessas produçoes sao historicamente os latinos, que constituem 12% da populaçao dos Estados Unidos, mas contam apenas com 1% dos atores nos horários de maior audiência.

E as organizaçoes de defesa das minorias latinas costumam se queixar da imagem caricatural que se dá aos latinos nas produçoes televisivas, como recentemente aconteceu com o sitcom ``Will & Grace'' (NBC).

Rosário, a empregada latina de um dos personagens, seria alvo de piadas racistas e maus-tratos, segundo as reclamaçoes. Por outro lado, as organizaçoes de defesa das minorias pecam pelo exagero, uma vez que acusaram o mesmo sitcom de ser racista quando a comédia tem como tema principal o homossexualismo, outro tema alvo de discriminaçao.

Por outro lado, os negros representam 13% da populaçao e quase 16% dos personagens que sao vistos no 'prime time' (horário nobre), segundo um estudo recente encomendado pelo Sindicato de Atores (SAG) que, além das quatro grandes redes, também inclui as duas das mais recentes cadeias a cabo, a UPN e a WB.

Um dos seriados que estreou na temporada passada e que mais agradou em termos de audiência do público e aclamaçao pela crítica, a comédia romântica de ficçao científica ``Now and Again'', era uma das raras produçoes da CBS que apresentava em seu elenco um ator negro, Dennis Haysbert, vivendo um cientista sofisticado e fundamental à trama.

A série foi cancelada sem maiores explicaçoes e para a surpresa de todos. Ironicamente, a mesma produçao havia sido alvo de queixas dos grupos defensores dos direitos dos negros porque seu representante nao era o ``protagonista'' da história.

Nao contribuiu muito para a situaçao dos hispanos o fato de que a CBS, a única grande cadeia sem um latino com papel importante (com exceçao do parceiro de Don Johnson no seriado ``Nash Bridges''), decidiu por fim abrir mao de ``American Family'', o antecipado projeto que poderia ter se convertido na primeira série dramática latina da história das grandes cadeias de televisao americanas.

Contratado pela CBS, o cineasta Gregory Nava havia rodado o piloto da série inspirada em seu aclamado filme ``Mi Familia'' e que girava em torno da experiência pessoal e profissional de várias geraçoes de uma família mexicana-americana na cidade de Los Angeles.

Apesar da boa disposiçao mostrada no início deste ano pelas quatro grandes cadeias, que se comprometeram individualmente por escrito a se empenhar na questao da diversidade tanto na frente, quanto por trás das câmeras, a situaçao está muito longe de ser ideal.

``Esperávamos que a nova temporada refletisse melhor o que sao os Estados Unidos'', concluiu a coalizao.



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