Sabina Parceria para gestão da unidade custará R$ 2,5 milhões por ano à Prefeitura de Santo André
Claudinei Plaza/DGABC

O convênio entre a UFABC (Universidade Federal do ABC) e a Prefeitura de Santo André para a administração da Sabina Escola Parque do Conhecimento será assinado nos próximos dias. A parceria, já oficializada no Diário Oficial, custará R$ 2,5 milhões e tem vigência de um ano.
De acordo com a Prefeitura, o projeto pedagógico denominado Ciência para todos – UFABC e Sabina Rumo à Popularização da Ciência, deve ter início imediato, pelo menos na parte do processo de integração, logo após a assinatura. A instituição de Ensino Superior ficará responsável por toda a estratégia de abordagem dos temas propostos pela unidade, definindo, por exemplo, quais experimentos serão apresentados. A capacitação dos monitores e manutenção dos equipamentos também ficarão a cargo da UFABC.
Conforme o pró-reitor de Extensão e Cultura da universidade Daniel Pansarelli, a expectativa é a de que a assinatura seja realizada na próxima semana. A partir disso, os 50 alunos que devem realizar a monitoria serão escolhidos, via chamada pública. O valor da bolsa é de R$ 600. “Os bolsistas são obrigação contratual, mas esse é o mínimo da equipe e pretendemos trabalhar com número maior. A gente pode ter estágios e atividades complementares ao longo deste primeiro ano de contrato. Os alunos que quiserem ser voluntários também vão poder desenvolver atividades lá”, disse.
A nova gestão também pretende ampliar as áreas de atuação do espaço. “Há incremento, uma inovação em relação ao projeto em vigor. A UFABC tem dinâmica ligada a interdisciplinaridade e inovação, propondo ações que sejam implementadas lá, como, por exemplo, rearticulação das atividades pedagógicas. Atualmente, a divisão dos espaços é feita por disciplina. Nós vamos trabalhar com o trânsito entre áreas e essa readaptação do espaço, do próprio fluxo. A gente também espera avançar no campo das humanidades”, completou o pró-reitor.
Cerca de dez funcionários da UFABC, entre especialistas e profissionais de manutenção, também serão deslocados para atuar na Sabina. Apesar de validade inicial de 12 meses, o pró-reitor não destaca a possibilidade de ampliação do contrato. “Existe essa possibilidade, até porque é um procedimento padrão do serviço público que os contratos sejam prorrogáveis por até 60 meses.”
HISTÓRICO
Anteriormente, a Sabina tinha contrato com a FSA (Fundação Santo André) para a manutenção do espaço, no valor de R$ 1,4 milhão segundo a instituição. O contrato não foi renovado em maio deste ano, com justificativa de falta da certidão negativa de débitos junto à Receita Federal.
Desde então, algumas atividades haviam sido suspensas por causa da interdição de praticamente um andar, que concentra locais voltados para experiências científicas, como o simulador de fenômenos climáticos e máquina eletrostática famosa por deixar o cabelo dos visitantes em pé. A exposição de réplicas de dinossauros também foi fechada.
A expectativa é que, com o convênio, todo o espaço volte a ser utilizado. “Para a universidade, tem a grande vantagem de colocar os nossos alunos em contato com a realidade da cidade. A gente disponibiliza para os munícipies o conhecimento de ponta, novos experimentos, novas técnicas pedagógicas, o que também ajuda professores da rede municipal. A gente espera formar, desde já, compreensão de que há uma universidade pública e gratuita na região”, concluiu Pansarelli.
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