
"Por conta da evolução tecnológica que os modelos de negócio (...), dificilmente teremos a geração de novos empregos e novas formas de trabalho na velocidade requerida para atender à severa deterioração do mercado de trabalho", disse. Segundo ele, os problemas de desemprego no mundo devem se agravar num intervalo de 20, 30 anos "porque não teremos capacidade de gerar empregos que compensem as perdas provocadas por essa revolução tecnológica".
Para Barros, o desafio para o Brasil é multiplicado por dez porque o País está atrasado em relação aos imperativos de flexibilidade. "Tudo que é trabalho manual cognitivo tende a desaparecer no mundo do trabalho em todo o planeta. Há estudos da Universidade de Oxford que sugerem que 47% de todos os empregos na economia americana têm potencial de desaparecimento já." O economista defendeu que os sindicatos brasileiros adotem ações que preservem mais empregos que salários.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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