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Condenado por morte de prefeito volta à política

Ex-vereador e acusado de mandar executar Arruda em 1998, Gaúcho se diz injustiçado


Raphael Rocha
Leandro Baldini

02/10/2016 | 07:00


Valdir Mitterstein, conhecido como Gaúcho, foi personagem de crise política pela qual Rio Grande da Serra passou entre 1997 e 2000. À época vereador pelo extinto PPB, Gaúcho foi condenado à prisão pela morte de José Carlos Arruda, prefeito de Rio Grande até 1998. Passados 18 anos do crime e após sete anos na cadeia, Gaúcho quer voltar à política da cidade, com sonho de governar o município que escolheu para morar.

Gaúcho está filiado ao PTC, partido que integra a coalizão do prefeiturável Claudinho da Geladeira (PT). Registrou sua candidatura a vereador, mas a Justiça Eleitoral o considerou ficha suja justamente pela condenação no caso de Arruda – para o TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo), Gaúcho só pode pleitear cargo público em 2022, o que ele contesta judicialmente.

“A Justiça não me deixou concorrer e novamente foi ingrata comigo. Deixou-me inelegível até 2022, sendo por uma ação do ano de 2000, estendo a exclusão comum de oito para 20 anos. Entrei com recurso, mas infelizmente deixei de concorrer. Tenho certeza que seria o mais votado”, diz o trabalhista-cristão, que apoia a candidatura de Zé Domingos, de seu partido. “Meu desafio é torná-lo o mais lembrado (nas urnas). Vou conseguir.”

Valdir Mitterstein viu sua ascensão política desabar exatamente em 2000. Dois anos antes, no dia 1º de abril de 1998, a polícia encontrava o corpo de José Carlos Arruda numa estrada de Suzano. Arruda foi eleito como vice no pleito de 1996, pelo PRP, em chapa encabeçada por Cido Franco. Cido morreu em 1997, vítima de parada cardíaca. Arruda estava em seu primeiro ano como prefeito quando foi sequestrado, torturado e executado com pelo menos cinco tiros.

Gaúcho foi colocado como suspeito dois anos depois do assassinato de Arruda. Em 2001, foi preso preventivamente, acusado de ser mandante do crime. Ele foi citado por Ademir Miranda de Almeida, o Brinquinho, também apontado como executor do então prefeito. A Justiça aceitou depoimentos de testemunhas que colocavam Gaúcho na lista dos criminosos. Condenado, ele só saiu da cadeia no fim dos anos 2000. “Me condenaram injustamente. Paguei integralmente por crime. Não devo nada para ninguém. Passei por maus bocados, mas confio muito na Justiça divina aos que me fizeram mal.”

O ex-vereador é sogro do ex-prefeito Ramon Velasquez (PT). Apesar do retorno à política, não é bem visto por petistas – Claudinho sequer quis falar sobre ele. “Tenho esperança de conseguir poder disputar logo uma eleição e meu maior sonho é se tornar prefeito de Rio Grande”, sentenciou Gaúcho. 



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