Na carta, o governador afirma que "está sendo vítima de adversários históricos e correligionários de dupla militância", em clara referência a declarações recentes do prefeito de Vitória, Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB). Ignácio diz ainda que uma "história pessoal e política limpa não pode ser maculada", acrescentando que sua decisão poupa o PSDB de qualquer ônus político e que vai responder às “mentiras”.
A estratégia do governador foi se antecipar a uma eventual decisão do PSDB de expulsá-lo do partido, que temia a possibilidade de o caso afetar a imagem dos tucanos nas eleições de 2002.
Segundo a assessoria de imprensa da Executiva do PSDB, a saída de Ignácio não afasta a possibilidade de intervenção no Diretório Estadual do partido.
José Ignácio Ferreira, que corre o risco de sofrer um processo de impeachment, é acusado de ter recebido doações ilegais para sua campanha de 1998 e de ter desviado R$ 4,3 milhões da Cooperativa de Crédito Capixaba (Coopetfes). Segundo o Ministério Público, o dinheiro pode ter sido usado pelo governador para compra de apartamentos e terrenos.
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