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Interino, Lopes elege prioridades em Mauá


Marco Borba
Do Diário do Grande ABC

21/07/2005 | 08:23


Sem plano de governo em mãos, já que não postulou a Prefeitura em 2004, o prefeito interino de Mauá Diniz Lopes (PL) diz ter eleito prioridades para dar identidade à sua administração. A área escolhida foi a da Saúde, que nos primeiros seis meses do ano recebeu investimentos de R$ 42 milhões, dos quais R$ 446 mil serão usados na construção da UBS (Unidade Básica de Saúde) da Vila Magini. No entanto, a obra, que deve ser iniciada em agosto e vai beneficiar cerca de 30 mil moradores, vem com o carimbo da administração anterior. É que os recursos já estavam previstos no orçamento municipal.

De acordo com a Prefeitura, o restante dos recursos será aplicado na construção das UBSs da Vila Vitória e do Jardim Zaíra - já em fase de licitação - e na reforma de outras nove unidades. A verba também será revertida para a reforma do Pronto-Socorro Infantil, UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Neonatal, lavanderia e recepção do Hospital Nardini. Vale lembrar que no início da administração, Lopes cogitou devolver o hospital ao governo do Estado, pois afirmou ser dispendioso para o município arcar com o serviço.

Ao analisar seus primeiros meses de governo, o prefeito interino - reeleito para o mandato de vereador, mas que assumiu a Prefeitura ao ser eleito como presidente da Câmara após acordo com os demais parlamentares - destacou como maior feito de sua administração a ampliação do convênio com a Santa Casa de Mauá.

Com o convênio assinado em março, o atendimento por meio do SUS (Sistema Único de Saúde) saltou de 3,5 mil para 9,4 mil pacientes/mês. Antes, os atendimentos se davam apenas nas áreas de clínica-geral, oftalmologia, ortopedia, radiologia e bioquímica. Com a ampliação, foram incluídas outras especialidades. A Santa Casa recebe R$ 128 mil mensais pelos atendimentos do SUS.

Outra medida que Diniz Lopes assegura ter viabilizado em sua gestão é a oferta dos serviços de tomografia, mamografia e densiometria óssea no Hospital Nardini. "Já iniciamos a licitação e dentro de 45 a 60 dias estes equipamentos estarão funcionando."

A Prefeitura de Mauá também promete ampliar os serviços de ultrassonografia, raio X e eletroencefalograma. Todos são feitos por uma empresa terceirizada, que responderá pelos procedimentos, equipamentos e profissionais. A empresa será escolhida por meio de licitação. O processo já está em andamento. "Temos uma demanda reprimida de 7 mil pacientes/mês para a utilização do raio X. Com os novos equipamentos, podemos ampliar de 10 mil para 17 mil a capacidade de atendimento", disse Lopes.

Em outros setores, como o de Finanças, as medidas administrativas seguem a rotina das demais cidades que, às voltas com problemas de caixa, têm de seguir à risca a Lei de Responsabilidade Fiscal, que determina que os administradores não podem gastar mais do que arrecadam e têm de encontrar meios de sanar as finanças. Lopes, porém, demonstra ter somente hoje essa preocupação. Em maio enviou para a Câmara projeto que concedia aumento superior a 100% a funcionários do primeiro escalão. O projeto foi aprovado em primeira votação, mas depois retirado devido à repercussão negativa. Caso tivesse sido aprovado, Lopes comprometeria somente em cinco meses de mandato, 80% do orçamento anual.

Embora tenha sofrido alguns problemas nos primeiros meses, que fizeram com que o município perdesse arrecadação, a Prefeitura conseguiu reverter em parte a queda de receita e lançou o Parc (Programa Administrativo de Recuperação de Créditos). O programa já recuperou cerca de R$ 22,2 milhões dos cerca de R$ 186,5 milhões do montante da dívida ativa do município.

Os descontos de juros e multa para quem aderiu ao programa vão de 20% a 100%. Se fizer o pagamento à vista, o munícipe fica isento de pagar multa e juros. Em até 24 vezes, o desconto é de 40%, caindo para 20% para o parcelamento em até 48 vezes. Os que preferem dividir em 60 vezes não têm desconto. As multas de trânsito também podem ser parceladas em até 12 vezes. A Prefeitura garante ter R$ 27 milhões para receber com infrações. "Queremos receber R$ 8 milhões até o final do ano", disse Lopes.

A disputa pelo comando da cidade continua sendo travada nos tribunais porque o candidato do PT, Márcio Chaves, teve a candidatura cassada no segundo turno das eleições porque teria se beneficiado de uma exposição de fotos e vídeo que mostrava a evolução do município nos oito anos de gestão do partido, denominada Túnel do Tempo. N



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