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Família de desaparecida organiza manifestação

17/10/2010 | 07:24
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Claudinei Plaza/DGABC
Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Cerca de 30 parentes e amigos da esteticista Sulamita Scaquetti Pinto, 32 anos, desaparecida há um mês, realizaram manifestação ontem, à tarde, com cartazes e distribuição de panfletos com imagem e dados dela, na Praça Lauro Gomes, Centro de São Bernardo. Moradora do bairro Santa Terezinha, sua falta foi sentida quando a escola de seu filho, de 5 anos, ligou para avisar que ela não havia ido buscar a criança, como sempre fazia.

O local e horário foram escolhidos para aproveitar a passagem, às 17h, da Marcha para Jesus, evento tradicional evangélico. Além disso, uma das últimas vezes que Sulamita foi vista foi em um templo evangélico da Igreja Universal do Reino de Deus, por volta das 17h do dia 16 de setembro. Depois, acredita-se que ela tenha seguido a pé até um terreno no Parque Selecta, onde foi vista pela última vez por um tratador de cavalos. Homens do COE (Comandos e Operações Especiais) da Polícia Militar realizaram buscas durante cinco dias no local, onde somente suas roupas foram encontradas por familiares.

Segundo relatos da família, Sula, como é conhecida, não tem histórico de transtornos, mas tomava nos últimos meses remédio para depressão e para perder peso. Acreditam que a abstinências das drogas tenha provocado uma crise.

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A família acredita que ela está viva em algum lugar do País. O engenheiro Sérgio Cardoso Moreira, 43, namorado de Sula há 2 anos, é uma das pessoas empenhadas na busca e contou que vem recebendo diversas ligações, diariamente, e algumas delas têm renovado a esperança. Um desses telefonemas foi de um caminhoneiro que estava em Campo Grande, Mato Grosso, dizendo ter visto uma mulher morena pregando a bíblia em um posto de gasolina de beira de estrada. Depois, constataram que se tratava de outra mulher que era de Presidente Prudente, Interior, também perdida há um mês e meio. Em outro caso, uma mulher contou que ficou três meses sumida por não ter tomado medicação para controlar transtorno mental. Mas que depois de ser encontrada pela família em São vicente leva uma vida normal. "Não sabemos mais como está a aparência dela. Pode ter cortado o cabelo, mudado a cor e até estar usando óculos, já que tem seis graus de miopia e a lente de contato que usava quando desapareceu só durava um dia. Por isso, checamos todas informações", relatou ele.

Uma característica que pode ajudar a identificá-la é uma tatuagem na parte debaixo das costas, de uma borboleta com flores. Sérgio está surpreso com a quantidade de pessoas desaparecidas no Brasil onde, segundo entidades de apoio, cerca de 200 mil desaparecem por ano.




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