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Atraso na prestação de carro atinge recorde em fevereiro


Fernando Bortolin
Do Diário do Grande ABC

25/03/2006 | 08:32


O volume de atrasos no pagamento de prestações financiadas de veículos voltou a subir em fevereiro, atingindo novo patamar recorde de R$ 4,833 bilhões destaca balanço de crédito voltado à pessoa física elaborado pelo Banco Central. Até então, o recorde anterior havia sido registrado em janeiro deste ano, de R$ 4,829 bilhões.

Para entender a dimensão e a importância desses números, basta ver que eles superam em larga margem os volumes de concessões de novos financiamentos no mesmo período. Por exemplo, em janeiro último, bancos estatais e privados e bancos de montadoras abriram diariamente R$ 186 milhões em vendas financiadas de automóveis, totalizando R$ 4,099 bilhões. Só que o volume de inadimplência superou esses empréstimos novos em 17,81%. Os atrasos no mês foram de R$ 4,829 bilhões.

Em fevereiro, a situação se deteriorou ainda mais: as novas concessões para a compra de veículos somaram R$ 3,505 bilhões e os atrasos nas prestações atingiram o patamar de R$ 4,833 bilhões, ou 37,89% maior – 20,08 pontos percentuais acima dos 17,81% de janeiro.

Melhora – O único quadro de melhora na inadimplência sobre a compra financiada de veículos foi que os atrasos de mais curto prazo, medidos entre 15 e 30 dias, registraram sensível melhora. Um total de R$ 1,781 bilhão situava-se dentro dessa faixa em janeiro. Já em fevereiro, houve redução de 8,53%, com o saldo caindo para R$ 1,629 bilhão.

Em contrapartida, as prestações em atraso entre 31 e 90 dias deram salto de R$ 1,832 bilhão para R$ 1,902 bilhão (+3,82%). No prazo acima de 90 dias, os pagamentos em atraso cresceram mais significativamente: 7,07%, saindo de R$ 1,216 bilhão em janeiro para atingir R$ 1,302 bilhão em fevereiro.

Vale lembrar que os números de fevereiro foram contabilizados em 18 dias úteis, ante 22 dias de janeiro, o que caracteriza que o quadro da inadimplência poderia estar ainda mais deteriorado se a base de dias fosse a mesma.

Outro destaque é que na 1ªquinzena de março, e pela primeira vez no ano, o volume de veículos comercializados no país caiu, já como reflexo possível desse maior atraso nas compras financiadas, que mostram, entre coisas que a capacidade do consumidor está se estreitando, motivo mais que evidente para redobrar a atenção em relação a administração do orçamento doméstico.



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Atraso na prestação de carro atinge recorde em fevereiro

Fernando Bortolin
Do Diário do Grande ABC

25/03/2006 | 08:32


O volume de atrasos no pagamento de prestações financiadas de veículos voltou a subir em fevereiro, atingindo novo patamar recorde de R$ 4,833 bilhões destaca balanço de crédito voltado à pessoa física elaborado pelo Banco Central. Até então, o recorde anterior havia sido registrado em janeiro deste ano, de R$ 4,829 bilhões.

Para entender a dimensão e a importância desses números, basta ver que eles superam em larga margem os volumes de concessões de novos financiamentos no mesmo período. Por exemplo, em janeiro último, bancos estatais e privados e bancos de montadoras abriram diariamente R$ 186 milhões em vendas financiadas de automóveis, totalizando R$ 4,099 bilhões. Só que o volume de inadimplência superou esses empréstimos novos em 17,81%. Os atrasos no mês foram de R$ 4,829 bilhões.

Em fevereiro, a situação se deteriorou ainda mais: as novas concessões para a compra de veículos somaram R$ 3,505 bilhões e os atrasos nas prestações atingiram o patamar de R$ 4,833 bilhões, ou 37,89% maior – 20,08 pontos percentuais acima dos 17,81% de janeiro.

Melhora – O único quadro de melhora na inadimplência sobre a compra financiada de veículos foi que os atrasos de mais curto prazo, medidos entre 15 e 30 dias, registraram sensível melhora. Um total de R$ 1,781 bilhão situava-se dentro dessa faixa em janeiro. Já em fevereiro, houve redução de 8,53%, com o saldo caindo para R$ 1,629 bilhão.

Em contrapartida, as prestações em atraso entre 31 e 90 dias deram salto de R$ 1,832 bilhão para R$ 1,902 bilhão (+3,82%). No prazo acima de 90 dias, os pagamentos em atraso cresceram mais significativamente: 7,07%, saindo de R$ 1,216 bilhão em janeiro para atingir R$ 1,302 bilhão em fevereiro.

Vale lembrar que os números de fevereiro foram contabilizados em 18 dias úteis, ante 22 dias de janeiro, o que caracteriza que o quadro da inadimplência poderia estar ainda mais deteriorado se a base de dias fosse a mesma.

Outro destaque é que na 1ªquinzena de março, e pela primeira vez no ano, o volume de veículos comercializados no país caiu, já como reflexo possível desse maior atraso nas compras financiadas, que mostram, entre coisas que a capacidade do consumidor está se estreitando, motivo mais que evidente para redobrar a atenção em relação a administração do orçamento doméstico.

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