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Loucos por RPG

Entenda o que acontece durante a aventura em que
os jogadores contam com a sorte e com a imaginação

19/02/2012 | 07:01
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Imagine um mundo onde dá para escolher se será humano, fada ou dragão, e como vai se defender de inimigos extraordinários. Qualquer um pode fazer parte deste universo, basta ter criatividade, ingrediente essencial para quem curte RPG (Role Playing Game).

Alex Soares, 13 anos, de São Bernardo, joga todos os sábados na gibiteca da cidade há seis meses. Os companheiros de aventura são mais velhos, têm entre 23 e 28 anos, mas para ele a idade não atrapalha. "O que importa é o que acontece dentro do RPG, não fora."

Foi a mãe de Alex quem o incentivou a fazer parte do grupo durante as férias. "Gostei tanto que continuei", conta o menino, que não se considera ainda tão bom jogador. Para Adriano Sintate, mestre do grupo de RPG da gibiteca, a dica é uma só: "Precisa apenas imaginar", garante.

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COMO JOGAR

A príncipio, pode parecer confuso entender o que é RPG, mas o Role Playing Game (algo como jogo de interpretação) é fácil. A brincadeira se baseia em escolhas, sorte e criatividade. O modo mais tradicional de se jogar é na mesa com grupo de amigos. Em geral, usam livros que trazem cenários, personagens e regras prontas.

O mestre ou narrador é responsável por criar a trama. Os jogadores pensam nos personagens, com armas e habilidades que melhoram com a experiência. Há aventuras que duram muito tempo. "Já fiquei três anos na mesma história", conta Kaio Silva, 18 anos, de São Bernardo.

A ação dos participantes é determinada pelo mestre e pelos dados. Se o personagem quer atacar um dragão, por exemplo, precisa rolar o dado e conseguir mais pontos do que o oponente. Se tem 13 e o inimigo tem 20, tem de tirar pelo menos 8 para dar 21 (mais do que a soma do que tem com o que apareceu no dado). Por isso, há dados de até 100 lados.

O RPG não tem vencedor. Os participantes têm um objetivo em comum e discutem entre si formas de superar os obstáculos e inimigos. Além disso, uma aventura nunca é igual a outra porque o desenrolar da história depende das escolhas dos participantes. "Às vezes muda até o tema, por isso gosto tanto", afirma Alex.

 

DICAS

Faça um podcast (arquivo de áudio): Há grupos de RPG que gravam cada aventura. Além de ser registro do jogo, pode bombar na internet.

Crie um blog: O blog também é boa saída para não esquecer detalhes engraçados e importantes da aventura. Enquanto não acontece novo jogo, dá para matar um pouco a ansiedade

Aprenda inglês: Para ficar fera nas histórias tem de saber inglês. Grande parte dos livros, manuais e jogos não são em português.




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