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Indústrias da região miram Nordeste para crescer


Alexandre Melo
Do Diário do Grande ABC

08/09/2010 | 07:01


O novo caminho encontrado pelas pequenas e médias indústrias do Grande ABC para avançar no mercado é o Nordeste. De fabricantes de fraldas a dermocosméticos, as companhias estão apostando na elevação do consumo naquela região para abocanhar participação no setor dominado por gigantes nacionais e estrangeiras.

A são-bernardense Ever Green quer aumentar a fatia de 30% do faturamento com venda de fraldas, lenços umedecidos e absorventes proveniente dessa região, tanto que investiu R$ 45 milhões na construção de fábrica em Fortaleza (CE) e na expansão na sede da empresa.

Somente a unidade nordestina consumiu 50% do aporte. O presidente da companhia, Amauri Hong, destaca que a taxa de consumo desses produtos no País ainda é baixa, tendo muito espaço para crescer. "A estrutura no Nordeste nos possibilita reduzir custos de distribuição e competir com as grandes."

Neste ano, a empresa de 480 funcionários expandirá as contratações, prevendo ultrapassar 600 trabalhadores. O avanço da Hypermarcas, que comprou a Mabesa, dona da Plim-Plim e Puppet, e da Procter & Gamble, que fabrica a Pampers, não intimida.

Mais de 30 milhões de pessoas migraram da classe D para a C nos últimos cinco anos. Este movimento também ganha força no Nordeste, com o carrinho dos consumidores repleto de novos itens. A região concentra 56,5% da população de classe D no País, sedenta por consumo.

No setor de cosméticos, a fabricante de esmaltes Orion, dona da Big Universo, planeja atingir 1 milhão de vidros produzidos por mês frente aos 400 mil atuais. A diretora Clarissa Ezaki espera que a participação nordestina dobre em relação aos atuais 20%.

Pequenas e médias redes são os alvos da empresa, que mira o Ceará, Pernambuco, Paraíba, Bahia e Sergipe. "A negociação é mais fácil e a concorrência menor", afirma Ezaki.

Ela destaca que 60% das vendas estão com a Impala, Risqué (Hypermarcas) e Colorama (L'Oréal), mas essa fatia já foi maior. A Orion faturou R$ 1,8 milhão em 2009 e prevê R$ 4 milhões neste ano.

A Theraskin, que produz dermocosméticos, crê que a demanda por seus produtos entre o povo nordestino está em franco crescimento. A coordenadora de marketing, Gabriela Cintra, garante que parte significativa do faturamento vai para pesquisa e desenvolvimento de itens.

"Dos 35 produtos vendidos três foram lançados neste ano e ainda faremos outros", diz a coordenadora.

Grande ABC tem 2º maior potencial de consumo do País
Estudo da consultoria IPC Marketing aponta que o Nordeste é o segundo maior pólo consumidor do País, atrás apenas do Sudeste. A região, formada por nove Estados, será responsável neste ano por 17,7% dos R$ 2,2 trilhões gastos pelos brasileiros em bens de consumo, totalizando cifra de R$ 389,4 bilhões.

Segundo o professor de Finanças da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), Adriano Gomes, as pequenas e médias empresas precisam olhar aquela região com mais atenção para expandir os negócios. "Temos um País sedento por consumo", pontua.

O especialista acrescenta que as firmas de menor porte estão conseguindo "roubar mais espaço das grandes companhias, que estão em posição confortável". Para Gomes, aqueles que enxergarem esse espaço e tiverem preço, qualidade e demanda vão ter condições de colocar o dedo no nariz da Procter & Gamble, Hypermarcas, Unilever entre outras gigantes presentes no universo do consumo.



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