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Drume, negrita!, canção de Ernesto Grenet celebrizada por Celia Cruz, rainha da salsa cubana, deve tocar como nunca esta semana. A irreverente cantora morreu na quarta-feira, aos 78 anos, em sua casa em Nova Jersey, Estados Unidos, país onde vivia desde que se auto-exilou da ilha de Fidel, em 1960.

Celia Cruz tinha câncer e, já muito doente, passou os últimos dias de vida ao lado do marido, Pedro Knight, e da família. Ela foi para os cubanos o que Carmen Miranda foi para os brasileiros.

Em 1965, ela adotou um grito de guerra que se tornou célebre. Um garçom em Miami trouxe um café e lhe perguntou se ela gostava com açúcar. Ela disse: “Rapaz, você é cubano e não sabe que gostamos de açúcar?”. A partir dali, a cantora pontuava seus shows com berros de “Azúcar!”. Era escrachada e tinha também um dom para o cinema (fez filmes como Os Reis do Mambo e Salsa).

O cantor americano David Byrne fez uma música para ela, Loco de Amor. O escritor cubano Guilhermo Cabrera Infante, o autor de Três Tigres Tristes, dizia que ela deveria estar no mesmo patamar de Billie Holiday.

DGABC

Entre os brasileiros, Caetano Veloso é um dos grandes fãs de Celia Cruz, com quem cantou Guantanamera no Free Jazz Festival, em São Paulo, em meados dos anos 90. E a quem homenageou no disco Uns, na canção Quero Ir a Cuba. Celia Cruz conheceu Caetano pessoalmente em Nova York, onde ele tem casa.




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