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Tigre faz história, mas degola Netuno

Marina Brandão Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

São Bernardo vence, se classifica e põe
Água Santa na A-2 do Paulista em 2017


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

11/04/2016 | 07:00


O São Bernardo fez história ontem à tarde no Estádio do Inamar. A vitória por 1 a 0 no clássico contra o Água Santa levou a equipe do Grande ABC pela primeira vez às quartas de final do Paulistão, garantiu ao Tigre vaga na Série D do Brasileiro de 2017 – segundo o presidente Luiz Fernando Teixeira – e, por outro lado, rebaixou o vizinho de Diadema, que acabou vendo o Botafogo, concorrente direto, vencer seu compromisso ante o Capivariano e jogar o Netuno à zona da degola.

Agora, enquanto os diademenses buscam motivos para justificar o que derrubou o time de volta à Série A-2 logo em seu ano de debute na elite, o São Bernardo terá pela frente o Palmeiras, em duelo que deve acontecer provavelmente no domingo, no Allianz Parque – a Federação Paulista definirá datas e horários na manhã de hoje, mas como o Alviverde tem compromisso pela Libertadores na quinta-feira, deve concretizar a definição do semifinalista para três dias depois.

Se o Tigre avançar, dependendo do que acontecer com São Bento, Grêmio Audax e Red Bull – os outros quadrifinalistas, que não estão em nenhuma divisão do Campeonato Brasileiro – pode confirmar ainda participação na Série D nacional já nesta temporada (o Paulistão oferece duas vagas), o que daria ao clube o tão sonhado calendário completo no ano.

O rebaixamento foi um duro golpe nos ambiciosos planos diademenses, que iniciaram a competição com alguns bons resultados, mas com o passar do torneio desperdiçaram pontos que acabaram fazendo falta – como os deixados em Piracicaba contra o XV ou dentro de casa diante do São Bento.

A troca de comando entre os xarás Márcio Ribeiro e Bittencourt surtiu efeito imediato com a vitória sobre o Palmeiras, mas logo veio a cacetada para a Ponte Preta, por 7 a 2, e a pá de cal foi dada ontem à tarde, pelo vizinho São Bernardo.

A torcida de Diadema fez sua parte. Depois de sofrer antecipadamente, ainda em 2015, quando viu parte do Estádio do Inamar desabar e ansiosamente aguardou que o local ficasse apto a receber o Água Santa neste Paulistão, empurrou e incentivou o Netuno o quanto pôde, com cantos, gritos, faixas e até música especial. Mas faltou ao time um pouco mais.

O que a equipe diademense está passando foi justamente o que viveu o Tigre em 2011, quando no primeiro ano na elite paulista acabou rebaixado. A situação serviu para dar forças ao Aurinegro, que foi campeão da Série A-2 de 2012 e voltou com tudo à Série A-1, de onde não mais saiu desde então. Neste ano, cresceu após a chegada de Sérgio Soares, afiou as garras e está nas quartas.

Aurinegro é superior e aproveita desespero do vizinho no clássico

A partida começou com cinco minutos de atraso. Como todos os jogos foram no mesmo horário, a demora em Diadema deu aos representantes do Grande ABC possibilidade de saber os resultados de adversários diretos nas lutas pela classificação e contra a degola.

O Água Santa apostava nas bolas paradas, mas foi o São Bernardo quem chegou com perigo primeiro. Aos 16 minutos, Cañete cruzou e Henan cabeceou no travessão.

Enquanto isso, os gols nos outros duelos aconteciam e angustiavam diademenses – que torciam contra o Botafogo – e são-bernardenses – que ouviam vitórias de Palmeiras, Ponte Preta e Novorizontino.

Na segunda etapa, Rafael Martins e Bruninho tiveram grandes chances, mas ficaram no quase. Foi quando veio a má notícia: em Ribeirão Preto, o Botafogo fez gol que rebaixava o time de Diadema. Até parece que o fato desestabilizou o Netuno que, quatro minutos depois, assistiu Eduardo cruzar e Cañete cabecear à rede para fazer 1 a 0 para o São Bernardo.

O Netuno respondeu imediatamente, mas Rafael Santiago acertou a trave. Porém, os cinco minutos de paralisação por falta de ambulância esfriaram os donos da casa que, na base do desespero, mas sem grande ímpeto, ouviram soar o apito final e tiveram de encarar a queda de divisão. Do outro lado, festa do Tigre, que celebrou as metas alcançadas.



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