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Chuva causa deslizamentos e alagamentos no Grande ABC

André Henriques/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Em Mauá, parede de quarto desaba sobre criança no Jd.


Natália Scarabotto
Especial para o Diário

12/03/2016 | 07:00


A região, mais uma vez, foi castigada pela chuva. A tempestade da madrugada de ontem causou deslizamentos em Mauá, Santo André, São Bernardo e Ribeirão Pires, além de alagamento em São Caetano. Enquanto isso, a população aguarda mapa das enchentes, prometido pelo Consórcio Intermunicipal para junho, ao custo de R$ 1,5 milhão.

No alto de morro no Jardim Zaíra, em Mauá, a parede do quarto de uma casa desabou por volta da 1h. Era o cômodo onde dormia Samara da Silva Barbosa, 8 anos, que ficou soterrada. “Ela chamou pelo avô e pela irmã, mas ninguém ouviu. Quando a irmã (que dormia em outro cômodo) levantou para ir ao banheiro, viu a situação”, contou a avó Severina Maria, 61.

No momento do acidente, a mãe da menina, a caixa de mercado Rosa Cristina da Silva Lima, 25, estava trabalhando e quem cuidava das crianças era o avô, Reginaldo Silva, 70. “Quando ele me ligou, fiquei desesperada”, disse Rosa.

A garota foi retirada dos escombros com ajuda de vizinhos e levada ao Hospital Nardini, onde ficou em observação durante a manhã. Samara teve escoriações leves e foi liberada à tarde. A casa foi interditada e a família será inserida no Programa Bolsa Aluguel, segundo a Prefeitura.

Também em Mauá, asfalto e muro de contenção na Rua João Salvador Peres Tonico, no Alto da Boa Vista, cederam. A Defesa Civil interditou 13 casas da Rua Dorival Rezende, na parte de baixo do barranco.

A residência da doméstica Maria Souza, 55, foi uma delas. A terra invadiu os fundos da cozinha, que estava em obras. “A gente não consegue nem dormir quando chove forte. A casa, mesmo com dificuldade, a gente constrói, mas e se fosse a nossa vida?”, questionou Maria.

Segundo moradores, é a quarta vez que o muro desaba. “Fazem tudo mal feito. É óbvio que não aguenta”, afirmou o aposentado Messias Dias, 57.

O volume de chuva em Mauá chegou a 90 milímetros, considerado altíssimo.

A chuva também castigou São Bernardo. Durante a madrugada, houve seis ocorrências de deslizamento nos bairros Areião, Demarchi, Jardim Lavínia e Vila São José. Nos dois últimos dias, choveu 62,67 milímetros na cidade.

Em Ribeirão Pires, deslizamento de terra na Vila Marqueza assustou moradores, mas não deixou vítimas ou danos. O maior volume de chuva ocorreu no bairro Ouro Fino Paulista – 59 milímetros.

Em São Caetano, trecho entre as avenidas Guildo Aliberti e Lions Clube ficou interditado da meia-noite até as 3h30 por conta de alagamento. Choveu 64 milímetros na cidade.

Santo André tem 14 desalojados e seis residências interditadas

Deslizamento e escorregamento de terra deixou ao menos 14 pessoas desalojadas no morro da Kibon, em Santo André. O incidente aconteceu na madrugada de ontem, após a cidade registrar fortes pancadas de chuva.

A Defesa Civil precisou interditar seis moradias do núcleo, localizadas na Rua Leões Andreense. A região foi considerada de risco em decorrência da instabilidade do terreno.

“Acordei com o vizinho gritando. Só tive tempo de soltar minha cachorra e sair correndo do barraco”, relata o pintor Itamar dos Santos Santana, 37 anos.

Sem ter para onde ir, o operador de máquina Alexandre Luiz Souza do Nascimento, 31, teve que pedir ajuda de vizinhos. “Levei meus móveis e dormi na casa de amigos daqui do bairro.”

Após verificar a situação do local, a Prefeitura de Santo André, por meio da Secretaria de Inclusão Social, forneceu encaminhamento para auxílio-aluguel aos desalojados.

De acordo com o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), o maior índice pluviométrico registrado no município foi no Jardim Utinga, com 96,71 milímetros. A região, no fim de fevereiro, sofreu com pontos de alagamento. (Daniel Macário)



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Chuva causa deslizamentos e alagamentos no Grande ABC

Em Mauá, parede de quarto desaba sobre criança no Jd.

Natália Scarabotto
Especial para o Diário

12/03/2016 | 07:00


A região, mais uma vez, foi castigada pela chuva. A tempestade da madrugada de ontem causou deslizamentos em Mauá, Santo André, São Bernardo e Ribeirão Pires, além de alagamento em São Caetano. Enquanto isso, a população aguarda mapa das enchentes, prometido pelo Consórcio Intermunicipal para junho, ao custo de R$ 1,5 milhão.

No alto de morro no Jardim Zaíra, em Mauá, a parede do quarto de uma casa desabou por volta da 1h. Era o cômodo onde dormia Samara da Silva Barbosa, 8 anos, que ficou soterrada. “Ela chamou pelo avô e pela irmã, mas ninguém ouviu. Quando a irmã (que dormia em outro cômodo) levantou para ir ao banheiro, viu a situação”, contou a avó Severina Maria, 61.

No momento do acidente, a mãe da menina, a caixa de mercado Rosa Cristina da Silva Lima, 25, estava trabalhando e quem cuidava das crianças era o avô, Reginaldo Silva, 70. “Quando ele me ligou, fiquei desesperada”, disse Rosa.

A garota foi retirada dos escombros com ajuda de vizinhos e levada ao Hospital Nardini, onde ficou em observação durante a manhã. Samara teve escoriações leves e foi liberada à tarde. A casa foi interditada e a família será inserida no Programa Bolsa Aluguel, segundo a Prefeitura.

Também em Mauá, asfalto e muro de contenção na Rua João Salvador Peres Tonico, no Alto da Boa Vista, cederam. A Defesa Civil interditou 13 casas da Rua Dorival Rezende, na parte de baixo do barranco.

A residência da doméstica Maria Souza, 55, foi uma delas. A terra invadiu os fundos da cozinha, que estava em obras. “A gente não consegue nem dormir quando chove forte. A casa, mesmo com dificuldade, a gente constrói, mas e se fosse a nossa vida?”, questionou Maria.

Segundo moradores, é a quarta vez que o muro desaba. “Fazem tudo mal feito. É óbvio que não aguenta”, afirmou o aposentado Messias Dias, 57.

O volume de chuva em Mauá chegou a 90 milímetros, considerado altíssimo.

A chuva também castigou São Bernardo. Durante a madrugada, houve seis ocorrências de deslizamento nos bairros Areião, Demarchi, Jardim Lavínia e Vila São José. Nos dois últimos dias, choveu 62,67 milímetros na cidade.

Em Ribeirão Pires, deslizamento de terra na Vila Marqueza assustou moradores, mas não deixou vítimas ou danos. O maior volume de chuva ocorreu no bairro Ouro Fino Paulista – 59 milímetros.

Em São Caetano, trecho entre as avenidas Guildo Aliberti e Lions Clube ficou interditado da meia-noite até as 3h30 por conta de alagamento. Choveu 64 milímetros na cidade.

Santo André tem 14 desalojados e seis residências interditadas

Deslizamento e escorregamento de terra deixou ao menos 14 pessoas desalojadas no morro da Kibon, em Santo André. O incidente aconteceu na madrugada de ontem, após a cidade registrar fortes pancadas de chuva.

A Defesa Civil precisou interditar seis moradias do núcleo, localizadas na Rua Leões Andreense. A região foi considerada de risco em decorrência da instabilidade do terreno.

“Acordei com o vizinho gritando. Só tive tempo de soltar minha cachorra e sair correndo do barraco”, relata o pintor Itamar dos Santos Santana, 37 anos.

Sem ter para onde ir, o operador de máquina Alexandre Luiz Souza do Nascimento, 31, teve que pedir ajuda de vizinhos. “Levei meus móveis e dormi na casa de amigos daqui do bairro.”

Após verificar a situação do local, a Prefeitura de Santo André, por meio da Secretaria de Inclusão Social, forneceu encaminhamento para auxílio-aluguel aos desalojados.

De acordo com o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), o maior índice pluviométrico registrado no município foi no Jardim Utinga, com 96,71 milímetros. A região, no fim de fevereiro, sofreu com pontos de alagamento. (Daniel Macário)

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