Política Titulo Santo André

Partidos pressionam
por aumento de cadeiras

Alteração à Lei Orgânica do Município de voltar a ser
discutida nesta quinta-feira, na Câmara de Santo André

08/02/2012 | 07:38
Compartilhar notícia
 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Quinze partidos em Santo André protocolam amanhã postura favorável ao aumento do número de cadeiras na Câmara, mesmo após rejeição quase unânime da proposta em plenário, em setembro. A pressão serve para que os vereadores retomem a discussão da alteração à Lei Orgânica do Município, acrescentando seis vagas - passaria de 21 para 27.

O grupo de legendas, composto por PMDB, PTB, DEM, PV, PR, PPS, PSDC, PRP, PCdoB, PSL, PSC, PMN, PTdoB, PRTB e PHS, assinou o documento.

Para formalizar a proposta, os partidos farão uso da tribuna e estão convocando os filiados a comparecer no Legislativo. O manifesto defende que a quantidade de vereadores não reflete todos os estratos da população, haja vista que a composição da Casa é apenas de homens "em desacordo com os princípios da representação e da proporcionalidade". O documento avalia que seria "equívoco histórico" manter o número.

DGABC

Do total de adeptos ao acréscimo, só PMDB, PTB, DEM e PV têm representatividade na Câmara. Os peemedebistas, desde o início das discussões, sempre encabeçaram a frente pelo aumento. Os três últimos, entretanto, estão mudando de lado. Na votação, eles contribuíram para enterrar a proposta. O PTB, legenda do prefeito Aidan Ravin, analisa a chance de conquistar mais cadeiras caso o projeto passe na Casa. As siglas nanicas anseiam pela majoração por conta da diminuição do coeficiente eleitoral, o que ampliaria a possibilidade de alcançar uma vaga.

A ampliação das cadeiras elevaria o custo da Câmara em R$ 6 milhões ao ano. A proposta necessita de 14 votos a favor. Somente com PT e PSDB contrários, que representam nove sufrágios, o aumento naufraga. O presidente do diretório petista, Luiz Turco, assegura que o partido, com seis vereadores, não vai ser o fiel da balança para reverter a situação. "Vamos manter nossa postura avessa. Não entraremos nessa gelada."

O vereador Marcelo Chehade (PSDB), favorável na primeira apreciação, adiantou que é contra o retorno da matéria. O tucano alega que só votou positivo ao acréscimo anteriormente por integrar a mesa diretora. "Apenas obedeci a lei na outra ocasião. Porém, agora é diferente. Nem assinar eu assino. Não vejo necessidade."

O líder do governo, Donizeti Pereira (PV), justifica que não vai seguir os passos do partido. Segundo ele, a discussão passou. "Faz quatro meses que já rejeitamos. O debate, na oportunidade, poderia ser amplo, mexendo na estrutura, diminuindo assessores, para que, de fato, não tivesse gasto." Ailton Lima (PTB) sustenta que não há sentido para o aumento. "Voto contra."




Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


;