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Bahia registra 56 homicídios após paralisação da PM

Maior parte das mortes ocorreu em Salvador;
conflitos começaram depois de decretada a greve


Do Diário OnLine

04/02/2012 | 20:15


A SSP-BA (Secretaria de Segurança Pública da Bahia) confirmou mais dois homicídios ocorridos neste sábado em Salvador, elevando para 56 o número de mortes ocorridas desde o início da greve da Polícia Militar, na terça-feira.


O balanço da secretaria revela que 56 pessoas foram mortas das 21h de terça-feira (31), dia em que foi decretada a greve por parte dos policiais militares, até as 18h30 deste sábado. O dia que somou maior número de mortes foi nesta sexta-feira (3), com 31 registros. Outras 14 mortes foram registradas nesta quinta-feira (2).

Autoridades

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki, e o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, já estão à Bahia - chegaram na manhã deste sábado - e devem se reunir com o governador do Estado, Jaques Wagner, para acompanhar as operações das Forças Armadas.

Além dos 2.800 mil militares do Exército, Marinha e Aeronáutica, estão sendo enviados cerca de 450 policiais da Força Nacional de Segurança Publica, ligada ao Ministério da Justiça. A chegada dos militares e policiais tem como objetivo garantir segurança da população e coibir eventuais ações criminosas.

Negociações

Segundo o governador da Bahia, Jaques Wagner, os praças da Polícia Militar baiana já acumulam, em cinco anos de governo, perto de 60% de reajuste, o que representa um ganho real de cerca de 35%. "Neste ano, quando nem todos os governadores e nem o governo federal garantiram o reajuste linear igual ao da inflação do ano passado, nós já garantimos na Bahia um reajuste de 6,5%", disse ele em entrevista coletiva neste sábado.

O presidente da Aspra, Marco Prisco, que mobiliza o movimento, informa que não abre mão de dois itens da pauta de reivindicação: a anistia criminal dos policiais militares que participam da greve e o pagamento da GAP (Gratificação por Atividade de Polícia) 5.

Os demais pontos, como o pagamento da GAP 4 e a regulamentação de remuneração fruto de auxílio-acidente, além de periculosidade, insalubridade, criações do código de ética e do plano de cargos e salários, segundo ele, devem ser ser negociados por uma comissão de diálogo permanente com o governo.

Grevistas

Ainda na sexta-feira a sede da Aspra foi fechada por ordem judicial. A entidade representa os policiais filiados que aderiram à greve da corporação na Bahia.

O oficial de Justiça não encontrou resistência, porque o local estava vazio. A Aspra situada na Rua da Forca, bairro da Piedade, em Salvador. A determinação judicial foi autorizada pela juíza Janete Fadul de Oliveira, após pedido feito pelo Ministério Público, e impede a realização de assembleias e reuniões no local.

 

 

 



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