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Mão de obra temporária para gestão é opção de 37% das empresas

Prática deverá crescer pelos próximos cinco anos por ser econômica e segura


Marina Teodoro
Do Diário do Grande ABC

14/12/2015 | 07:00


A dificuldade de encontrar uma oportunidade no mercado de trabalho, que anda desacelerado devido à atual situação econômica do País, não é novidade. Entretanto, tanto empregadores quanto candidatos encontraram um jeito de inovar e driblar a crise: a utilização e o oferecimento de mão de obra temporária para cargos de alta e média gestão.

Essa tem sido uma saída adotada pelas empresas nacionais e já é utilizada por cerca de 37% das companhias no Grande ABC, de acordo com estudo feito em setembro, com 50 gestores da região, pela Robert Half, agência especializada em recrutamento.

“O que antes, no Brasil, só era usado em áreas industriais e de vendas, agora também vem sendo adotado em projetos operacionais e de liderança. Essa prática já é comum em países mais desenvolvidos”, afirma a gerente de divisão da Robert Half, Isis Borge.

De acordo com o levantamento, esse modelo de trabalho é uma tendência que poderá ganhar ainda mais força em até cinco anos, quando os contratados temporários serão tão importantes para a empresa quanto um colaborador permanente.

Por se tratar, na visão dos gestores entrevistados, de uma solução estratégica para o negócio e não simplesmente a contratação de uma mão de obra, a opinião predominante (com 56% dos votos) foi a de que o recrutamento por tempo determinado representa uma solução financeira para projetos importantes.

“Como é um contrato menor que já vem com data de encerramento, o custo para a empresa ao despedir o funcionário é reduzido, além desse profissional, muitas vezes, trazer resultados que implicam diretamente, no lucro da companhia”, afirma Isis.

O aumento de produtividade da equipe e o fato de se tratar de uma admissão menos burocrática também são considerações importantes a se fazer sobre o trabalho de funcionários temporários, na opinião de 22% dos entrevistados.

VANTAGEM

Para o gestor financeiro da Lewa, especializada no setor químico, Carlos Honorio De Avila Gallego, a principal vantagem para empresa, que pela primeira vez investiu em um funcionário com encerramento de contrato pré-determinado, é poder fazer uma pré-seleção.

“Muitas vezes contratamos trabalhadores que não se adaptam ou não conseguem resolver o problema da empresa. Nesses casos, é muito mais difícil para trocar. Empregados temporários dão a oportunidade de a companhia conhecê-lo, o que pode ser muito útil para uma possível contratação futura”, declara Gallego.

Na opinião dele, em momentos de crise esse perfil de profissional é favorável para a companhia. “Para resolver um problema pontual, elevamos a produtividade sem aumentar o quadro de funcionários (efetivos).”

Quem trabalha com esse modelo também enxerga vantagens. “Além do aumento de repertório, a cada emprego temporário eu enriqueço meu currículo com áreas e setores diferenciados na minha experiência”, afirma Fábio Teixeira de França, 41, que trabalha na Lewa, temporariamente, como analista fiscal.

Entretanto, esse não é o primeiro emprego de França com data de desligamento definida. Desde 2000 ele se candidata para essas vagas. E não reclama. “Quando a empresa afirma ter chance de efetivação é ainda melhor. Dificilmente saio do emprego sem uma proposta para ficar”, garante ele.

Contudo, para muitos, a insegurança de não saber o que fazer após o fim do contrato pode ser um empecilho. Entretanto, para Isis, o profissional precisa arriscar. “Se você desempenhar um bom trabalho e a empresa não puder admitir no momento em que o contrato acabar, certamente ela irá lembrar de você quando puder chamar alguém para integrar a equipe.”

DICAS

Por ser uma porta de entrada para os empregadores, o candidato deve estar aberto às vagas temporárias, conforme indica Isis. “É necessário estar disposto a novas rotinas e escolher, dentro das competências que têm, um foco para estudar e se especializar”, comenta ela, que acredita que esse pode ser um ramo bastante procurado futuramente. 



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Mão de obra temporária para gestão é opção de 37% das empresas

Prática deverá crescer pelos próximos cinco anos por ser econômica e segura

Marina Teodoro
Do Diário do Grande ABC

14/12/2015 | 07:00


A dificuldade de encontrar uma oportunidade no mercado de trabalho, que anda desacelerado devido à atual situação econômica do País, não é novidade. Entretanto, tanto empregadores quanto candidatos encontraram um jeito de inovar e driblar a crise: a utilização e o oferecimento de mão de obra temporária para cargos de alta e média gestão.

Essa tem sido uma saída adotada pelas empresas nacionais e já é utilizada por cerca de 37% das companhias no Grande ABC, de acordo com estudo feito em setembro, com 50 gestores da região, pela Robert Half, agência especializada em recrutamento.

“O que antes, no Brasil, só era usado em áreas industriais e de vendas, agora também vem sendo adotado em projetos operacionais e de liderança. Essa prática já é comum em países mais desenvolvidos”, afirma a gerente de divisão da Robert Half, Isis Borge.

De acordo com o levantamento, esse modelo de trabalho é uma tendência que poderá ganhar ainda mais força em até cinco anos, quando os contratados temporários serão tão importantes para a empresa quanto um colaborador permanente.

Por se tratar, na visão dos gestores entrevistados, de uma solução estratégica para o negócio e não simplesmente a contratação de uma mão de obra, a opinião predominante (com 56% dos votos) foi a de que o recrutamento por tempo determinado representa uma solução financeira para projetos importantes.

“Como é um contrato menor que já vem com data de encerramento, o custo para a empresa ao despedir o funcionário é reduzido, além desse profissional, muitas vezes, trazer resultados que implicam diretamente, no lucro da companhia”, afirma Isis.

O aumento de produtividade da equipe e o fato de se tratar de uma admissão menos burocrática também são considerações importantes a se fazer sobre o trabalho de funcionários temporários, na opinião de 22% dos entrevistados.

VANTAGEM

Para o gestor financeiro da Lewa, especializada no setor químico, Carlos Honorio De Avila Gallego, a principal vantagem para empresa, que pela primeira vez investiu em um funcionário com encerramento de contrato pré-determinado, é poder fazer uma pré-seleção.

“Muitas vezes contratamos trabalhadores que não se adaptam ou não conseguem resolver o problema da empresa. Nesses casos, é muito mais difícil para trocar. Empregados temporários dão a oportunidade de a companhia conhecê-lo, o que pode ser muito útil para uma possível contratação futura”, declara Gallego.

Na opinião dele, em momentos de crise esse perfil de profissional é favorável para a companhia. “Para resolver um problema pontual, elevamos a produtividade sem aumentar o quadro de funcionários (efetivos).”

Quem trabalha com esse modelo também enxerga vantagens. “Além do aumento de repertório, a cada emprego temporário eu enriqueço meu currículo com áreas e setores diferenciados na minha experiência”, afirma Fábio Teixeira de França, 41, que trabalha na Lewa, temporariamente, como analista fiscal.

Entretanto, esse não é o primeiro emprego de França com data de desligamento definida. Desde 2000 ele se candidata para essas vagas. E não reclama. “Quando a empresa afirma ter chance de efetivação é ainda melhor. Dificilmente saio do emprego sem uma proposta para ficar”, garante ele.

Contudo, para muitos, a insegurança de não saber o que fazer após o fim do contrato pode ser um empecilho. Entretanto, para Isis, o profissional precisa arriscar. “Se você desempenhar um bom trabalho e a empresa não puder admitir no momento em que o contrato acabar, certamente ela irá lembrar de você quando puder chamar alguém para integrar a equipe.”

DICAS

Por ser uma porta de entrada para os empregadores, o candidato deve estar aberto às vagas temporárias, conforme indica Isis. “É necessário estar disposto a novas rotinas e escolher, dentro das competências que têm, um foco para estudar e se especializar”, comenta ela, que acredita que esse pode ser um ramo bastante procurado futuramente. 

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