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Saudosista, futebol de salão sobrevive no Brasil

Thiago Silva
Do Diáro do Grande ABC
05/03/2011 | 07:46
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Tiago Silva/DGABC
Tiago Silva/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Reconhecimento, sucesso e patrocinadores, tudo que o tradicional futebol de salão não tem, mas ainda insiste em continuar vivo, apesar de o futsal, com respaldo da Fifa e com grandes nomes, como Falcão, roubar todos os holofotes. Devido à falta de visibilidade, é com muita força de vontade que o elenco da Seleção Brasileira de Futebol de Salão treina em São Bernardo para o Mundial da modalidade, entre os dias 15 e 16, na Colômbia.

"Sabemos que todo mundo joga as duas modalidades e nem sabe que o tradicional futebol de salão ainda existe", afirmou o técnico da Seleção Brasileira, Celso Marquez, que treina a equipe nas quadras da Associação dos Funcionários Públicos e do Colégio Ábaco.

Em 1988, a Fifusa (Federação Internacional de Futebol de Salão), então responsável pela modalidade com sede no Brasil, passava por dificuldades financeiras e contou com a ajuda da Fifa, que passou a comandar a categoria, com o nome de futsal. No entanto, alguns países continuam firmes na modalidade antiga, como o Paraguai, campeão mundial de 1988.

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No Brasil, o esporte é comandado pela CNFS (Confederação Nacional de Futebol de Salão) e, no âmbito mundial, pela AMS (Associação Mundial de Futebol de Salão), com sede no Paraguai.

O futebol de salão traz algumas diferenças em relação ao futsal. A bola é mais pesada, os laterais são cobrados com as mãos e os goleiros não podem arremessar a bola além da metade da quadra.

Mas o que realmente separa as duas modalidades é o reconhecimento. Ao contrário do que ocorre com a badalada equipe de futsal verde-amarela, os jogadores da Seleção Brasileira de Futebol de Salão nada recebem para defender o País, a não ser as passagens, a hospedagem e os uniformes.

Mas as dificuldades estão aí para serem dribladas. "Continuamos porque sabemos que é o original, é de raiz e mais gostoso jogar", destacou o técnico.

 

Sem apoio, jogadores trabalham de dia para treinar à noite

Sem aporte financeiro, os jogadores da Seleção Brasileira de Futebol de Salão precisam realizar outras funções para sobreviver. Todos trabalham durante o dia e se apresentam para treinar somente à noite.

 "Precisamos de outras profissões, mas o sonho é tirar nosso ganha-pão jogando futebol de salão", disse o ala Fábio Zaqueu, que trabalha como instrutor de trânsito. "É muito cansativo. Todo dia acordamos para trabalhar com o corpo cansado porque treinamos à noite", relatou o publicitário Daniel Marquez. Já o pivô Tiago Negri atua na área administrativa de empresa de sucata, porém, espera voltar a jogar profissionalmente.

No ano passado, ele retornou da Espanha, onde ficou por cinco anos, mas atuando no futsal. "Eu não tenho preferência. Se houver proposta no futsal, eu volto. Talvez eu posso jogar na Itália, no segundo semestre", revelou.




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