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Pátios do Grande ABC acumulam 23.970 veículos

Falta da papelada exigida pela legislação é motivo
que mais leva veículos para apreensão nas cidades

11/09/2015 | 10:28
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Marina Brandão/DGABC
Marina Brandão/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


As cidades de Santo André, São Caetano, Diadema e Mauá somam 23.970 carros em seus pátios destinados a veículos aprendidos. Presos pelos mais diversos tipos de infrações, o motorista tem que dar importância à documentação do automóvel, já que a falta da papelada exigida, dentro dos conformes da lei, é o motivo que mais leva carros para a apreensão, como informaram as prefeituras.

Dentre as cidades do Grande ABC que responderam ao Diário, Santo André é o município que mais possui veículos apreendidos. A cidade opera dois pátios, um na Vila Palmares, que abriga 3.000 carros e 4.000 motos, e o outro no bairro Ana Maria, com 5.000 veículos e recebe somente aqueles que estão envolvidos em algum tipo de crime, como falsificação de chassis, ou em delito mais grave, como assalto, sequestro.

A administração de Santo André cobra diárias diferentes para os tipos de veículos que estão na apreensão. Motos pagam R$ 12,72 por dia de estadia, os donos de automóveis desembolsam R$ 25,44 a diária e para os caminhões, cada dia custa R$ 38,16. O DET (Departamento de Engenharia de Tráfego) informou que os veículos que estão no pátio sempre são leiloados, mesmo em más condições, salvo aqueles que aguardam algum tipo de inquérito policial, cabendo ao juiz a liberação para o leilão.

A vizinha São Caetano tem apenas 1.120 carros apreendidos. De julho de 2014 a julho de 2015, a Diretoria de Trânsito da cidade apreendeu 321 automóveis e confirma que o que mais leva os carros para o pátio são irregularidades na CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e no licenciamento. Como Santo André, a cidade também cobra valores diferentes para os tipos de automóveis que ficam apreendidos no pátio. O guincho, caso tenha que acioná-lo, é de R$ 168,50 para motos e R$ 294,89 para carros e as diárias variam de R$ 26,50 para motos e R$ 53,64 para os automóveis.

Com arrecadação de R$ 195.573,70 somente no mês de junho deste ano, a administração de Diadema acumula 4.850 veículos em seu pátio. E como as outras cidades, os motivos mais recorrentes para a apreensão de veículos é a documentação irregular. Somente em junho, foram levados ao pátio cerca de 285 veículos, número inferior ao do ano passado, quando este valor atingiu 314 no mesmo período.

Segundo a Secretaria de Transportes de Diadema os valores cobrados para a diária dos veículos apreendidos variam de R$ 61 para automóveis e R$ 45,75 para motocicletas.

Atualmente, no pátio de Mauá há 6.000 carros, porém, por estar passando por um processo de terceirização da administração dos veículos apreendidos, a Secretaria de Mobilidade Urbana afirmou que não há como informar demais dados. Diz somente que o principal motivo para a apreensão também é a falta de documentação e que o valor da diária no pátio da cidade é de R$ 34, não informando se há diferença entre os valores para carros, motos e caminhões.

São Bernardo não informou os dados de veículos em pátio. Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra também não responderam à reportagem. 

DGABC



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