Economia Titulo Negociação

Profissionais de TI iniciam campanha salarial

Tauana Marin
17/01/2012 | 07:25
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Os trabalhadores do setor de tecnologia da informação deram largada às negociações salariais deste ano. Na semana passada ocorreu a primeira reunião e ontem, a segunda. Com data-base em 1º de janeiro, a categoria pede 8,5% de aumento. Até o momento, os empresários (representados pelo Sindicato das Empresas de Processamento de Dados e Serviços de Informática do Estado de São Paulo) propuseram reajuste de 7,1% - 1% acima da inflação medida pelo IBGE.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Tecnologia da Informação, a decisão salarial irá atingir cerca de 80 mil profissionais no Estado de São Paulo, nas 8.000 empresas, que concentram quase metade da categoria no Brasil. No Grande ABC o segmento corresponde a, aproximadamente, 15 mil trabalhadores.

Segundo o presidente do Sindpd, Antonio Neto, as reuniões neste ano estão "melhores" do que as de 2011. Tanto que, no ano passado, a categoria paralisou as atividades e a decisão foi tomada na Justiça, após três meses de negociação. Na ocasião, o Tribunal Regional do Trabalho atendeu as principais reivindicações dos trabalhadores, como o reajuste salarial linear de 7,5% e de 9% a 11% para os pisos.

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 "Neste ano, acredito que serão necessários mais dois ou três encontros para fecharmos a convenção coletiva", espera o dirigente do sindicato dos trabalhadores. Além do reajuste salarial, os funcionários da área pleiteiam benefícios como Participação nos Lucros e Resultados e vale-refeição.

Neto acredita que os empresários têm condições de pagar mais aos funcionários e conceder melhores benefícios.

Em relação aos pisos, os empresários desejam fixar o aumento de 8% - quase 2% acima da inflação - para cargos administrativos, help desk e técnico em informática. Porém, o Sindpd reivindica 10% de aumento e a criação de pisos como analista de sistemas, programadores e coordenadores.

 CENÁRIO

"O mercado de TI está muito aquecido. O crescimento no ano passado foi de 13%. A previsão é que continue assim pelo menos nos próximos três anos. Nada mais justo do que dividir um pouco dos lucros com os maiores responsáveis pelo resultado das companhias, os trabalhadores", avalia Neto.

O sindicalista explica que o setor abre oportunidades para quem procura uma carreira, já que o deficit de profissionais chega a 120 mil no País.




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