
Nesta sexta-feira oficiais de Justiça, enviados pelo juiz Renato Siqueira de Pretto, da 3ª Vara Cível, estiveram na Fazenda para verificar os danos provocados pelos sem-terra. De acordo com Selma Nassrala Kassis, uma das proprietárias, ainda nao há condiçoes de avaliar os prejuízos, principalmente saber quantas cabeças de gado foram abatidas. "Os empregados contaram que uma parte do gado abatido foi cortada ao meio e levada em peças inteiras; como nao sobraram carcaças, só a contagem do que restou e sua confrontaçao com os livros da fazenda dirá quantos faltam.
A família está reunindo provas para juntar ao relatório que a Justiça fará sobre a invasao. Caminhoneiros que participaram do transporte revelaram nesta sexta-feira que os móveis retirados do casarao histórico - muitos deles trazidos da Alemanha no início do século - foram levados para o Parque Jaraguá, um bairro pobre próximo à fazenda. A família vai tentar recuperá-los para retomar o processo de restauraçao.
Os sem-terra continuam acampados no antigo Horto Florestal da Fepasa, à margem da rodovia Bauru-Jaú. Na quinta-feira eles interditaram a estrada para protestar contra a falta de água no acampamento e nesta sexta-feira reclamam a falta de lonas.
Integrantes do acampamento negam terem promovido depredaçoes em Val de Palmas
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