
Apesar de o projeto estar praticamente pronto, inclusive as três estações ao longo da marginal, o início da operação vai depender ainda da construção de duas pontes sobre o córrego Guarará e da reformulação de uma outra, obras que devem ser iniciadas até o fim deste mês.
De acordo com Klinger, as pontes são necessárias para que não haja conversão direta de veículos entre as duas pistas da avenida, como ocorre hoje. “Como a prioridade de tráfego será dos ônibus, os veículos que quiserem cruzar a avenida terão de fazer o looping de quadra (conversão no quarteirão) e depois retornar para a via”, explicou o secretário.
Com o início da operação do terminal e do corredor exclusivo, o tempo das viagens de ônibus da região da Vila Luzita ao Centro será reduzido em 15 minutos, segundo Klinger. Hoje, o trajeto em horário de pico é realizado em aproximadamente 35 minutos. Isso porque os ônibus não sairão mais dos bairros diretamente para o Centro.
Os veículos chamados alimentadores farão baldeação no Terminal da Vila Luzita e outros carros, tipo articulados, levarão os passageiros até o Terminal Central. O trajeto será feito via marginal Guarará, pelo corredor exclusivo, ou pela D. Pedro I, que também terá uma faixa prioritária para ônibus.
Como haverá integração, os usuários pagarão uma única passagem. O sistema será responsável por transportar cerca de 1,3 milhão de usuários por mês, beneficiando moradores de 12 bairros da região da Vila Luzita.
Todas as obras são de responsabilidade da Expresso Guarará, empresa da Viação São José, que ganhou a licitação pública para explorar o serviço durante 25 anos, contrato que pode ser renovado por igual período.
Segundo a diretora da Expresso Guarará, Rosângela Gabrilli, serão usados 65 veículos no novo sistema. A cor dos ônibus será diferenciada dos que circulam hoje pela cidade. Ao invés do azul, os veículos serão brancos e ganharão o logotipo da empresa, em azul e vermelho.
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