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Falta de mão de obra ameaça crescimento


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

27/09/2010 | 07:25


A recuperação da economia, neste ano, fez voltar à tona desafio para que as empresas brasileiras se mantenham na rota de crescimento nos próximos anos: a falta de mão de obra qualificada, tanto em funções operacionais quanto no nível estratégico das corporações. Estudo da consultoria da IBM revela que metade dos presidentes de grandes companhias no Brasil vê a questão do déficit de profissionais como um dos grandes obstáculos para o sucesso nos negócios.

A dificuldade, por exemplo, de encontrar engenheiros para área automobilística é relatada pelas grandes montadoras. "Para preencher uma vaga hoje leva meses", afirmou o vice-presidente da General Motors, Pedro Manuchakian. A empresa, que planeja contratar 250 profissionais dessa área no período de um ano, realiza parcerias com universidades.

Companhias de outros segmentos também procuram se associar às instituições de ensino. É o caso da Petrobras. Estudos da estatal indicaram a necessidade de mais de 8.000 novos empregados até 2013, incluindo trabalhadores de nível técnico e superior. Na área de Engenharia, a demanda deverá ser de 2.000 pessoas nos próximos três anos.

Para fazer frente aos desafios de crescimento, a petrolífera também conta com o plano nacional de qualificação profissional do Prominp (Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo), que já envolve cerca de 80 instituições. E o plano de negócios da companhia para o período 2009-2013 irá demandar a qualificação de cerca de 207 mil pessoas, para atuar em empreendimentos previstos para o período, na cadeia produtiva do segmento (fornecedores de produtos e serviços).

Segundo o diretor da consultoria da IBM, Ricardo Gomez, o problema da escassez de profissionais qualificados se dá por dois fatores: defasagem educacional, em consequência da falta de investimento em educação no País e o cenário de aquecimento econômico e expectativa de expansão do PIB (Produto Interno Bruto) para os próximos anos. Ele acrescenta que as empresas tomam medidas para preparar, reter e atrair mais profissionais, mas em segmentos mais aquecidos, como a área de infraestrutura, já faltam pessoas qualificadas para obras da Copa do Mundo de 2014. "Vai faltar ainda mais", prevê.

E as instituições de ensino não formam profissionais prontos para o mercado, na avaliação do professor de Engenharia da UFABC (Universidade Federal do ABC) Sérgio Lourenço. "A maturidade leva de três a cinco anos depois da universidade", afirma.

Levantamento feito pela UFABC sobre as indústrias metalmecânicas da região mostra que faltam profissionais capacitados nas pequenas empresas que buscam a inovação, mas muitas fabricantes ficam reféns de preços impostos pelos clientes e só contratam trabalhadores de chão de fábrica.

Pequenas da região priorizam busca por funções técnicas
Dois estudos, da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) e da UFABC, apontam que as pequenas indústrias metalmecânicas da região priorizam funções técnicas, do chão de fábrica.

A pesquisa da USCS, feita em 2009, indicou que a grande dificuldade das pequenas está em cargos como líderes de produção (36% dos entrevistados), fresadores (32%) e torneiros mecânicos (29%). A falta de engenheiros mecânico é citada por 11%. "A necessidade das empresas é produzir mais", diz o coordenador do Instituto de Pesquisas da USCS, Leandro Campi Prearo.

Outro estudo feito pela UFABC também revela esse descompasso. Segundo o professor Sérgio Lourenço, muitas fabricantes ainda não atentaram para a importância de inovar. Ele afirma que a universidade pode ser aliada, por meio do futuro polo tecnológico.



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