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Crianças correm risco em escola


Marco Borba
Do Diário do Grande ABC

03/10/2006 | 21:41


Alunos da Emeb (Escola Municipal de Ensino Básico) André Ferreira, no bairro Ferrazópolis, em São Bernardo, correm riscos por causa das condições precárias de infra-estrutura do prédio. Infiltrações, vigas expostas e paredes rachadas levaram a Defesa Civil do município a interditar há cerca de oito meses um corredor que serve de estacionamento para funcionários. No entanto, a área não foi isolada. O portão por onde entram os veículos fica aberto e tanto os 1,2 mil alunos da unidade como crianças da vizinhança invadem o espaço sem restrições.


De acordo com o aposentado Milton Aparecido Mistrão, morador do bairro, em junho de 2005 a Secretaria de Educação teria sido avisada da situação. Na ocasião, relata, a secretaria se comprometeu a abrir licitação para contratar uma empresa e promover as reformas na Emeb. “Depois, a Educação informou que não poderia fazer o serviço porque o assunto seria de competência da Secretaria de Obras. Mas, nehuma providência foi tomada.”


Construída no início dos anos 1980, a escola pertencia à rede estadual de ensino. Foi municipalizada há aproximadamente cinco anos.


Segundo Milton Mistrão, a unidade foi erguida em um antigo aterro. “Também tinha uma mina (de água) no local. Acho que isso é que causa as infiltrações, que já afetam até a casa de uma vizinha da escola.” A umidade já atingiu a parede da sala da dona-de-casa Maria Rostânia Gomes, 35 anos, mãe de Gisele, 10, que cursa a 4ª série do fundamental na Emeb.


Com base na reclamação de moradores, o promotor da Vara da Infância e Juventude de São Bernardo, Jairo de Lucca, abriu inquérito civil no dia 30 de junho para apurar as condições do prédio da Emeb. Ele pediu ao Caex (Centro de Apoio à Execução), órgão técnico do Ministério Público, uma vistoria na edificação e aguarda o resultado da perícia, feita no mês passado, para definir prazo a ser dado à Prefeitura para que providências sejam tomadas. O promotor não sabe dizer quando sai o resultado do laudo em questão. “Se demorar, vou cobrar o Caex.”


A Prefeitura informa que a área foi interditada em razão do risco de deslizamento de um talude sobre o estacionamento, e não sobre o prédio da escola. A administração admite que o problema ocorre por causa de infiltrações e afirma que a obra será executada por empresa a ser contratada pela APM (Associação de Pais e Mestres) da escola. Ainda de acordo com a Prefeitura, o repasse da verba já foi feito, mas a APM ainda não fez contato com a Secretaria de Obras pedindo apoio técnico para execução da obra.


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