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EUA descartam ligação entre helicópteros caídos no Iraque


Da AFP

08/02/2007 | 20:32


O Departamento da Defesa dos Estados Unidos informou que não se estabeleceu um vínculo entre os cinco helicópteros caídos nas últimas três semanas no Iraque, disse um porta-voz do Pentágono nesta quinta-feira.

"Claramente, cada vez que temos uma aeronave perdida, damos uma olhada, e dada a proximidade destes acontecimentos, temos gente que os analisa não apenas como fatos individuais, mas coletivos, para saber se há ou não uma correlação", explicou o porta-voz Bryan Whitman aos jornalistas.

Ao ser perguntado sobre se a freqüência das quedas está ligada a um melhor armamento dos insurgentes, respondeu: "não acho que se possa chegar a uma conclusão como essa neste momento".

Na quarta-feira, os militares americanos disseram que sete tripulantes e passageiros morreram quando um helicóptero dos Marines caiu na província de Al-Anbar, reduto da insurgência sunita ao oeste de Bagdá.

O Pentágono investiga as causas do acidente, mas de acordo com Whitman não se determinou se o incidente foi "mecânico, humano (ou) hostil".

Esta última queda eleva para cinco o número de helicópteros americanos acidentados no Iraque em menos de três semanas.

Também em Washington, Anthony Cordesman, especialista do Center for Strategic and International Studies (CSIS), comentou que a série de perdas não parece revelar um padrão, mas é "uma advertência" sobre o que os militares americanos poderão enfrentar nos próximos meses.

"Pode ser que os insurgentes tenham encontrado uma forma de atacar os Estados Unidos em um momento que travam uma batalha política e de princípios contra esse país", completou Cordesman, ressaltando que se deve colocar o assunto em perspectiva.

Uma estimativa da Brookings Institution aponta que menos de 60 helicópteros foram perdidos desde a invasão de 2003, apesar dos milhares de vôos feitos todos os meses no Iraque.

"Estas perdas também podem ser comparadas com as dos 5 mil helicópteros perdidos no Vietnã, dois quintos deles em combate", acrescentou o analista.

Cordesman avaliou também que os rebeldes não precisam de novas armas para derrubar aeronaves deste tipo. Podem usar "virtualmente qualquer arma automática, mísseis terra-ar transportáveis por uma pessoa e até granadas autopropulsadas".



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