Fechar
Publicidade

Sexta-Feira, 15 de Novembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Setecidades

setecidades@dgabc.com.br | 4435-8319

Bolsa Família
beneficia 65,8 mil

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Auxílio, porém, não chega a todos que precisam e pode ser cancelado sem explicações, caso da desempregada Daniele de Lima, de Santo André


Fabio Munhoz

26/04/2015 | 07:00


<div style="margin-bottom: 0cm">Para aqueles que estão desempregados, com família desestruturada e sem perspectivas de melhora, toda ajuda é bem-vinda. A balconista desempregada Regiane Alba Escalha, 27 anos, pode confirmar essa teoria. A moradora do núcleo Pintassilva, no Parque Miami, em Santo André, recebe R$ 140 oriundos do Bolsa Família há cerca de dez anos. “É o que me salva. Dá para comprar o básico para casa, como arroz, feijão, leite e fraldas”, comenta.</div> <div style="margin-bottom: 0cm">&#160;</div> <div style="margin-bottom: 0cm">Regiane divide um barraco de quatro cômodos (cozinha, dois quartos e um banheiro) com os dois filhos, Pedro, 10, e Diogo, 2. Para ajudar nas despesas, ela faz bico de panfletagem em faróis aos fins de semana, das 7h às 17h, e recebe R$ 40 por dia. “Não consigo emprego porque não tem vaga em creche para o meu filho mais novo. Me corta o coração não poder comprar as coisas que eles me pedem”, lamenta.</div> <div style="margin-bottom: 0cm">&#160;</div> <div style="margin-bottom: 0cm">Atualmente, o principal programa de transferência de renda do governo federal contempla 65.876 grupos familiares da região, segundo dados atualizados do MDS (Ministério do Desenvolvimento Social), sendo 18.890 em São Bernardo, 16.387 em Santo André, 15.858 em Diadema, 8.361 em Mauá, 2.923 em Rio Grande da Serra e 1.078 em São Caetano.</div> <div style="margin-bottom: 0cm">&#160;</div> <div style="margin-bottom: 0cm">Por outro lado, processo de revisão do Cadastro Único do governo, divulgado na semana passada, indica que 4.606 famílias da região deixaram de receber o benefício no último ano. Nesses casos, houve ou melhora de vida e superação do limite de renda para ser contemplado ou não atualização dos dados, com consequente retirada do programa social.</div> <div style="margin-bottom: 0cm">&#160;</div> <div style="margin-bottom: 0cm">A dona de casa Daniele Gomes de Lima, 28, foi avisada de que não receberá mais os R$ 77 provenientes do Bolsa Família a partir do próximo mês. “Não me explicaram o que aconteceu. Nunca tive renda, não casei e não melhorei de vida”, destaca a moradora do Parque Miami, em Santo André, e mãe de três filhos (dois meninos com 9 e 4 anos, além de uma bebê de 4 meses).</div> <div style="margin-bottom: 0cm">&#160;</div> <div style="margin-bottom: 0cm">“A gente já tem que fazer milagre com esse valor, imagina sem. O que nos salva é a ajuda da mãe e da minha sogra”, reconhece Daniele, que estudou só até o 5º ano do Ensino Fundamental.</div> <div style="margin-bottom: 0cm">&#160;</div> <div style="margin-bottom: 0cm">Em toda a região, 2.529 famílias deixaram o programa social porque tiveram melhoria de renda e outras 2.077 não atualizaram seus dados cadastrais junto à organização do programa. Além disso, 7.299 famílias foram convocadas para o processo de revisão do benefício neste ano. A ação é realizada anualmente. Famílias com renda per capita de até R$ 154 têm direito ao benefício. O valor recebido varia de R$ 32 a R$ 306.</div> <div style="margin-bottom: 0cm">&#160;</div> <div style="margin-bottom: 0cm">&#160;</div> <div style="margin-bottom: 0cm"><strong>Ana Paula ainda aguarda ajuda federal</strong></div> <div style="margin-bottom: 0cm">&#160;</div> <div style="margin-bottom: 0cm">A auxiliar de limpeza desempregada Ana Paula dos Santos, 34 anos, ainda está na espera para ser contemplada com o Bolsa Família. A moradora do núcleo Fazendinha, no Parque Miami, em Santo André, teve sua história contada pelo <strong>Diário </strong>e conhecida pela ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, no dia 19 de março. Enquanto aguarda o complemento do orçamento, se desdobra para criar os cinco filhos que vivem com ela em barraco de dois cômodos.</div> <div style="margin-bottom: 0cm">&#160;</div> <div style="margin-bottom: 0cm">“Hoje mesmo (<em>sexta-feira</em>) saí às 5h e andei o dia todo em busca de emprego, mas não consegui nada”, lamenta Ana Paula. Ela ressalta que não passa fome graças à inclusão da família no Programa Renda Mínima Municipal, da Prefeitura, que garante R$ 95 mensais, e à pensão alimentícia que recebe de um dos ex-maridos, no valor de R$ 100.</div> <div style="margin-bottom: 0cm">&#160;</div> <div style="margin-bottom: 0cm">A Prefeitura ressalta que a família da auxiliar de limpeza está em acompanhamento pelo Cras (Centro de Referência em Assistência Social) e inserida no Paif (Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família).</div> <div style="margin-bottom: 0cm">&#160;</div> <p>Na última visita da ministra Tereza Campello à região, ela afirmou que o processo de transferência de renda pode levar até quatro meses para ser finalizado. “Quero ver se consigo investir aqui no barraco”, lembra Ana Paula, que deixou de pagar aluguel ao conseguir moradia própria com ajuda da associação local de moradores.&#160;</p>



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Bolsa Família
beneficia 65,8 mil

Auxílio, porém, não chega a todos que precisam e pode ser cancelado sem explicações, caso da desempregada Daniele de Lima, de Santo André

Fabio Munhoz

26/04/2015 | 07:00


<div style="margin-bottom: 0cm">Para aqueles que estão desempregados, com família desestruturada e sem perspectivas de melhora, toda ajuda é bem-vinda. A balconista desempregada Regiane Alba Escalha, 27 anos, pode confirmar essa teoria. A moradora do núcleo Pintassilva, no Parque Miami, em Santo André, recebe R$ 140 oriundos do Bolsa Família há cerca de dez anos. “É o que me salva. Dá para comprar o básico para casa, como arroz, feijão, leite e fraldas”, comenta.</div> <div style="margin-bottom: 0cm">&#160;</div> <div style="margin-bottom: 0cm">Regiane divide um barraco de quatro cômodos (cozinha, dois quartos e um banheiro) com os dois filhos, Pedro, 10, e Diogo, 2. Para ajudar nas despesas, ela faz bico de panfletagem em faróis aos fins de semana, das 7h às 17h, e recebe R$ 40 por dia. “Não consigo emprego porque não tem vaga em creche para o meu filho mais novo. Me corta o coração não poder comprar as coisas que eles me pedem”, lamenta.</div> <div style="margin-bottom: 0cm">&#160;</div> <div style="margin-bottom: 0cm">Atualmente, o principal programa de transferência de renda do governo federal contempla 65.876 grupos familiares da região, segundo dados atualizados do MDS (Ministério do Desenvolvimento Social), sendo 18.890 em São Bernardo, 16.387 em Santo André, 15.858 em Diadema, 8.361 em Mauá, 2.923 em Rio Grande da Serra e 1.078 em São Caetano.</div> <div style="margin-bottom: 0cm">&#160;</div> <div style="margin-bottom: 0cm">Por outro lado, processo de revisão do Cadastro Único do governo, divulgado na semana passada, indica que 4.606 famílias da região deixaram de receber o benefício no último ano. Nesses casos, houve ou melhora de vida e superação do limite de renda para ser contemplado ou não atualização dos dados, com consequente retirada do programa social.</div> <div style="margin-bottom: 0cm">&#160;</div> <div style="margin-bottom: 0cm">A dona de casa Daniele Gomes de Lima, 28, foi avisada de que não receberá mais os R$ 77 provenientes do Bolsa Família a partir do próximo mês. “Não me explicaram o que aconteceu. Nunca tive renda, não casei e não melhorei de vida”, destaca a moradora do Parque Miami, em Santo André, e mãe de três filhos (dois meninos com 9 e 4 anos, além de uma bebê de 4 meses).</div> <div style="margin-bottom: 0cm">&#160;</div> <div style="margin-bottom: 0cm">“A gente já tem que fazer milagre com esse valor, imagina sem. O que nos salva é a ajuda da mãe e da minha sogra”, reconhece Daniele, que estudou só até o 5º ano do Ensino Fundamental.</div> <div style="margin-bottom: 0cm">&#160;</div> <div style="margin-bottom: 0cm">Em toda a região, 2.529 famílias deixaram o programa social porque tiveram melhoria de renda e outras 2.077 não atualizaram seus dados cadastrais junto à organização do programa. Além disso, 7.299 famílias foram convocadas para o processo de revisão do benefício neste ano. A ação é realizada anualmente. Famílias com renda per capita de até R$ 154 têm direito ao benefício. O valor recebido varia de R$ 32 a R$ 306.</div> <div style="margin-bottom: 0cm">&#160;</div> <div style="margin-bottom: 0cm">&#160;</div> <div style="margin-bottom: 0cm"><strong>Ana Paula ainda aguarda ajuda federal</strong></div> <div style="margin-bottom: 0cm">&#160;</div> <div style="margin-bottom: 0cm">A auxiliar de limpeza desempregada Ana Paula dos Santos, 34 anos, ainda está na espera para ser contemplada com o Bolsa Família. A moradora do núcleo Fazendinha, no Parque Miami, em Santo André, teve sua história contada pelo <strong>Diário </strong>e conhecida pela ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, no dia 19 de março. Enquanto aguarda o complemento do orçamento, se desdobra para criar os cinco filhos que vivem com ela em barraco de dois cômodos.</div> <div style="margin-bottom: 0cm">&#160;</div> <div style="margin-bottom: 0cm">“Hoje mesmo (<em>sexta-feira</em>) saí às 5h e andei o dia todo em busca de emprego, mas não consegui nada”, lamenta Ana Paula. Ela ressalta que não passa fome graças à inclusão da família no Programa Renda Mínima Municipal, da Prefeitura, que garante R$ 95 mensais, e à pensão alimentícia que recebe de um dos ex-maridos, no valor de R$ 100.</div> <div style="margin-bottom: 0cm">&#160;</div> <div style="margin-bottom: 0cm">A Prefeitura ressalta que a família da auxiliar de limpeza está em acompanhamento pelo Cras (Centro de Referência em Assistência Social) e inserida no Paif (Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família).</div> <div style="margin-bottom: 0cm">&#160;</div> <p>Na última visita da ministra Tereza Campello à região, ela afirmou que o processo de transferência de renda pode levar até quatro meses para ser finalizado. “Quero ver se consigo investir aqui no barraco”, lembra Ana Paula, que deixou de pagar aluguel ao conseguir moradia própria com ajuda da associação local de moradores.&#160;</p>

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;