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Polícia identifica maníaco da Praia do Cassino

30/04/1999 | 15:43
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O maníaco da Praia do Cassino, que atacava casais na praia, matou cinco pessoas e aterrorizava há três meses a populaçao de Rio Grande (RS) foi identificado na manha de hoje pela polícia: é o pescador Paulo Sérgio Guimaraes da Silva, 29 anos. Ele havia sido preso como principal suspeito terça-feira e num depoimento iniciado noite passada e complementado na manha desta sexta-feira, na presença de um promotor, confessou os crimes.

Ao confirmar a identificaçao do criminoso, ``podendo assim tranqüilizar a populaçao', o delegado de Rio Grande, Pedro Alvares, disse que Paulo Sérgio nao deu uma justificativa para os assassinatos, inclusive encerrando seu depoimento de 10 horas dizendo que nao tinha remorsos pelos atos praticados.

O pescador, conhecido pelo apelido de ``Titica', terminou confessando com detalhes os crimes ao ser confrontado com o reconhecimento feito por uma das suas raras vítimas que sobreviveu aos ataques: a jovem Brenda Graebin, 14 anos, que por ter levado um tiro na nuca (característica do maníaco para matar) ficou paraplégica e está internada no Hospital Sara Kubitschek em Brasília - o namorado Patrick de Almeida foi assassinado no assalto. Ao ver fotos de Paulo Sérgio, a jovem disse: ``É ele sim'.

Paulo Sérgio Guimaraes da Silva é ex-presidiário, cumpriu nove anos de cadeia por tentativa de homicídio e se vestia de ``Rambo' na prisao. Ele tem uma tatuagem nas costas e outra no braço direito, essa última identificada por Brenda e por outro casal de namorados. O casal - nao identificado pela polícia - sobreviveu ao ataque na Praia do Cassino e identificou o maníaco.

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Na ocasiao, em vez de executar o casal com tiros na nuca, o maníaco deixou-os amarrados e roubou um relógio e um toca-fitas de carro. Ele disse às vítimas nessa ocasiao que ``nao estava com vontade de matar'. Mas atacou em março três casais, matando cinco pessoas, com exceçao de Brenda, que sobreviveu apesar do tiro na nuca.

Outra característica dele era deixar as luvas, dos kits de primeiros-socorros dos carros junto aos corpos das vítimas. Os crimes do maníaco confundiram inicialmente a polícia porque houve outros assaltos semelhantes com mortes realizados por uma quadrilha em Cassino e na Praia do Totó da vizinha cidade de Pelotas, e cujos integrantes também foram sendo presos.

Num dos locais onde o maníaco residiu, a polícia apreendeu seis relógios, anéis das vítimas e 20 bonés. O uso de bonés era outra das características do criminoso, que provocava até hoje clima de terror entre os moradores de Cassino, que nao saiam mais à noite. Um dos seis relógios apreendidos foi identificado pelo casal sobrevivente como pertencente a eles.

Uma das mentiras do maníaco, que também levou a sua confissao, foi de que estaria trabalhando num pesqueiro nos últimos dois meses. Mas o dono do barco desmentiu.




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