
"Como italiano eu me envergonho", disse nesta sexta-feira o meio campo do Palermo, Fabio Liverani, primeiro jogador negro a vestir a camisa da seleção italiana, comentando os casos recentes de racismo e agressões contra imigrantes ocorridos na Itália.
"Parece que voltamos uns 60 anos para trás. E o nível da violência sobe. Quando era mais jovem sofri alguns episódios de racismo, mas eram essencialmente verbais. De qualquer forma é uma coisa inadmissível, que deve ser reprimida rapidamente, mesmo a ignorância sendo uma doença difícil de ser derrrotada", disse o jogador nascido no bairro romano de Tor Bella Monaca, onde nesta quinta-feira um imigrante chinês foi insultado e agredido enquanto esperava um ônibus.
"Justamente quando temos a sensação de que estamos indo para frente, que há mais civilidade, certos episódios nos fazem voltar atrás", continuou o jogador. Liverani defendeu também que o fenômeno do racismo não incide tanto no sul da Itália.
"Rodei toda a Itália, aqui em Palermo não há (racismo), talvez porque eles já são discriminados pelo norte da Itália, mas têm uma mentalidade diferente", refletiu o jogador.
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