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Ginástica Olímpica: nova equipe, mesmas chances

Elaine Granconato
Da Redaçao
13/06/1999 | 21:26
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Com renovaçao 100% na equipe e reais chances de medalhas, a ginástica olimpíca feminina do Brasil quer repetir nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, no Canadá, de 23 de julho a 8 de agosto, o bom desempenho que teve em Havana (Cuba), em 1991. Na ocasiao, a ex-ginasta carioca Luiza Parente trouxe duas medalhas de ouro: nas paralelas assimétricas e no salto sobre o cavalo. Até entao, o melhor resultado alcançado pela modalidade em competiçoes internacionais.

A equipe brasileira será composta por seis atletas. Por enquanto, oito atletas estao pré-classificadas: Daniele Hypólito e Jéssica Ferreira, do Flamengo; Marília Gomes, e Marisa Motta Ficarelli, da Academia Yashi; Heine Araújo e Patricia Aoki, do Pinheiros; Camila Comin, da Agipar (PR), e Daiane dos Santos, do Grêmio Náutico Uniao (RS). O grupo final será definido em uma segunda e última seletiva de 2 a 4 de julho, em Curitiba, de acordo com a CBG (Confederaçao Brasileira de Ginástica).

De acordo com o carioca Ricardo Pereira, 30 anos, técnico da Seleçao Brasileira e do Flamengo, a ginástica artística, como também é conhecida, vive seu melhor momento técnico. "Temos grandes ginastas que podem surpreender em Winnipeg", afirma. Na sua opiniao, as principais adversárias serao as norte-americanas, canadenses, cubanas e venezuelanas.

Unânimidade entre os técnicos e especialistas em ginástica olímpica, a campea pan-americana juvenil e bicampea brasileira Daniele Hypólito, 14 anos, de Santo André, que há quatro anos treina na equipe do Flamengo, no Rio de Janeiro, é hoje a principal ginasta do Brasil. O treinador da seleçao afirma que a atleta tem boas chances nos quatro aparelhos: trave, salto sobre o cavalo, paralelas assimétricas e solo. "A Daniele é hoje uma atleta completa, um talento. Conseguiu melhorar o salto que era sua deficiência. Agora está perfeita", afirma Pereira.

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Outro destaque da equipe brasileira é a campea dos Jogos Sul-Americano Marília Gomes, 16 anos, da Yashi, com possibilidades de medalhas na trave e nas parelelas assimétricas. "Eu só lamento a falta de incentivo e de patrocínio para a ginástica olímpica. É muito complicado conseguir dinheiro para participar de competiçoes nacionais e, principalmente, de internacionais", reclama, consciente, a atleta paulista.

A opiniao é compartilhada por Yumi Yamamoto Sawasato, diretora técnica da CBG e diretora da Yashi, que será uma das três árbitras brasileiras no Pan do Canadá, e por Agostinho Gohei Miyazaki, 34 anos, coordenador da modalidade (feminina e masculina) no clube Pinheiros.

Exemplo - Pela primeira vez nesta década, a equipe brasileira nao será comandada pela técnica Georgette Vidor, hoje supervisora da equipe do Flamengo, que formou as últimas ginastas que representaram o país em Olimpíadas, Luiza Parente e Soraia Carvalho. Há dois anos, um acidente na rodovia Presidente Dutra, envolvendo uma carreta e um ônibus que transportava a equipe de ginástica do Flamengo deixou a treinadora em uma cadeira de rodas. No entanto, Georgette viajará para o Canadá, a convite do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), a fim de passar seu profissionalismo para as ginastas.




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