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Garoto de 7 anos aguarda entrega de dieta especial pela Prefeitura

Ricardo Trida/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Morador de Rio Grande da Serra conquistou
na Justiça direito de receber o item de graça


Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

16/03/2015 | 08:23


Desde que passou por procedimento de traqueostomia há um ano, o pequeno João Pedro Floriano de Oliveira, 7 anos, depende de dieta específica para se alimentar. O morador do bairro Pedreira, em Rio Grande da Serra, tem paralisia cerebral e epilepsia e conseguiu na Justiça, em outubro de 2014, o direito de receber gratuitamente a alimentação, além dos frascos e equipos (tubos que conectam o frasco com a dieta à sonda) por parte da Prefeitura ou do Estado.

Desde dezembro, no entanto, os itens, que eram fornecidos pela Secretaria de Saúde do município na UBS (Unidade Básica de Saúde) da cidade, passaram a ser disponibilizados pela Secretaria Estadual da Saúde, na Capital. A mudança causou transtorno para a família, que não possui meios para buscar o material. “Não temos carro nem dinheiro para pagar táxi. As caixas são volumosas e pesadas, o que torna impossível transportá-las no ônibus, trem e Metrô”, ressalta a mãe do garoto, a diarista Valéria Floriano, 28 anos.

Neste período, a família, chefiada por um pedreiro, conta com a ajuda de amigos e conhecidos para manter a dieta líquida específica de João Pedro, que chega a custar até R$ 1.000 por mês.

Diariamente, o garoto ingere cinco refeições da dieta líquida com 250 ml cada, distribuídas a cada três horas. Mensalmente, são utilizados cerca de 180 equipos e 180 frascos.

Um dos pontos de apoio da diarista, que tem ainda outra filha, de 4 anos, é a Apraespi (Associação de Prevenção, Atendimento Especializado e Inclusão da Pessoa com Deficiência), localizada em Ribeirão Pires, onde João Pedro estuda. “Com a nossa renda é impossível comprar a alimentação, os frascos e equipos, que são descartáveis. Tem vezes que acabo dando leite para ele, mesmo sabendo que ele não pode e corre o risco de ter refluxo”, desabafa.

Além da dieta especial, o garoto conta com o fornecimento de dois medicamentos controlados receitados pelo neurologista que cuida da sua saúde para evitar as crises convulsivas características da doença. Neste caso, segundo ela, não há problemas para o recebimento dos itens, além de atraso considerado aceitável. “Tem meses que eles (Secretaria da Saúde) entregam tudo certo e em outros preciso ficar procurando o pessoal várias vezes na semana porque demora para chegar”, revela.

Procurada pela equipe de reportagem, a Prefeitura de Rio Grande da Serra destacou, por meio de nota, que a dieta especial de João Pedro estava disponível junto à Secretaria Estadual de Saúde, porém a mãe do paciente recusou-se a buscá-la. Dessa forma, os itens foram recolhidos pelo Estado. A Secretaria de Saúde do município informou ainda que já foi solicitada a compra da alimentação e que o item deverá estar disponível para a retirada nos próximos dias. Os demais materiais continuarão a ser fornecidos pela administração. 



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