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O Brasil insatisfeito

Aline Pietri/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Diário do Grande ABC

16/03/2015 | 08:06


A mobilização nacional de quase 2 milhões de pessoas que foram às ruas, ontem, protestar contra a administração da presidente Dilma Rousseff (PT) deu ideia da insatisfação da população com o governo. Ficou claro que, ao contrário do discurso oficial, não é apenas a “elite branca” que se cansou das medidas tomadas pelo Palácio do Planalto nos primeiros dois meses de 2015. O País está conflagrado e precisa de respostas dos donos do poder.

Parece que a adesão histórica dos brasileiros às manifestações do dia 15 mexeu com a equipe de Dilma. Afinal, no começo da noite, dois ministros convocaram entrevista coletiva para falar sobre a necessidade de mudanças radicais no Brasil, especialmente no que diz respeito à reforma política e ao combate à corrupção. Às autoridades, a sociedade deu recado claro de que não suporta mais fisiologismo e roubalheira.

Para que as marchas pela moralização do País produzam algum legado, é preciso manter mobilização e fiscalização. A partir de agora, necessário acompanhar com afinco o desenrolar das propostas, para que elas não sejam esquecidas em alguma gaveta do Planalto. Elas têm de sair do papel. Por enquanto, acuado pela voz das ruas, que diz respeitar, o governo não fez mais do que manifestar suas boas intenções – o que não é suficiente.

Que deputados, senadores e Executivo esqueçam divergências pontuais e partidárias e se unam para resgatar a credibilidade do País, na mesma sintonia das centenas de milhares de brasileiros que, mesmo debaixo de chuva, saíram ontem para pedir mudanças nos rumos da política nacional. Embora devesse ela própria falar com a Nação na noite de ontem, em vez de terceirizar a tarefa, os ministros garantiram que o governo está atento ao clamor popular. É o que se espera. Afinal, como diz a Constituição da República, “todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente”. Diretamente, no caso, é nas ruas. 



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