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É preciso repensar o 13º Congresso

Como o 13º Congresso está em fase de planejamento, é possível ainda...


Ademir Medici

27/01/2015 | 07:00


“Como o 13º Congresso está em fase de planejamento, é possível ainda convidar o distinto são-caetanense professor José de Souza Martins, que deixou, deixa e deixará marcas indeléveis entre nós, que certamente terá grande satisfação de abrilhantar mais este tão esperado Congresso.”

Professor João Paulo de Oliveira, em carta enviada à seção A Palavra do Leitor.

“Esse fato (ignorar a importância do professor José de Souza Martins) é extremamente comprometedor porque põe em questão a política pública de cultura de Ribeirão Pires e desabona seus moradores: entregar a coordenação a um neófito que desconhece a história da História dos congressos anteriores. O mínimo que esse homem público deveria saber é que Martins foi o criador dessa iniciativa, acatada por todos os prefeitos ao longo, pelo menos, dos últimos 20 anos.”

Professor Alexandre Takara, em mensagem enviada à página Memória.

Ainda dá tempo de se repensar o 13º Congresso de História do Grande ABC, Ribeirão Pires 2015. E é preciso fazê-lo em duas frentes: a temática e a infraestrutura.

A infraestrutura é tarefa para a cidade-sede. Nada sofisticado. Basta um auditório com salas ao redor. Simples de tudo.

Já a coordenação temática não precisa, obrigatoriamente, ser entregue a alguém da Prefeitura que sedia o acontecimento. É preciso alguns predicados a mais, como o de se ter acompanhado os congressos anteriores, uma meia dúzia deles ao menos, e saber da sua história. E temos tantos nomes para isso.

Por que não convidar Dalila Teles Veras, que com o seu Alpharrabio nos ensina a todo instante a pensar o Grande ABC e a formular mecanismos para mostrar que as sete cidades têm muito mais a oferecer do que produção, comércio e serviços.
E olha lá: temos quase certeza que Dalila participou de todos os demais 12 congressos, e dos seus preparativos. Eficientemente.

Outro exemplo: a sociedade civil da própria cidade de Ribeirão Pires. A página Memória está preocupada em repassar informes sobre as nossas escolas públicas que completam 90 anos a partir de suas elevações a grupos escolares. E nos surpreendemos, admiravelmente, com a posição tomada pela diretora da EE Dom José Gaspar, de Ribeirão Pires, professora Fátima Cristina de Ataíde Carvalho. Consultada, ela não teve dúvidas em delegar poderes à historiadora do estabelecimento, professora Silvana, estudiosa do tema.

Ou seja: nada de centralizar. Vamos chamar o próximo a participar.

Mas vamos à manifestação do professor José de Souza Martins. Como nos disse o professor Alexandre Takara, ‘que homem elegante’.

Só mais uma vítima

Texto: José de Souza Martins

Agradeço-lhe a generosa lembrança do meu nome para eventual participação no próximo Congresso de História do Grande ABC. É compreensível que numa região com alta rotação populacional, mesmo na área da cultura, todos nós acabemos morrendo antes do tempo, completamente esquecidos. Não é um problema regional. Mesmo nas universidades, essa rotação de lembranças faz vítimas todos os dias no País inteiro. Coisa própria do nosso País, em que se lê pouco ou se lê menos do que o necessário.

Um tanto relaxado quanto a, eventualmente, marcar o ‘meu’ suposto lugar na área de produção do conhecimento em que atuo, até por preguiça, deixo a coisa correr. Os indexadores nacionais e internacionais encarregam-se de assinalar minha obra por aí. Acabo sendo inesperadamente reconhecido nos lugares e nas situações mais inesperadas, o que me deixa embaraçado e me diverte.

Às vezes sou reconhecido em fila de cinema ou de teatro, em salas de concertos ou em cerimônias. Outro dia fui reconhecido num hospital, em que visitava parente: "A fama o precede", disse-me um dos médicos, estendendo-me a mão, o que me deixou sem dormir por duas noites: “Isso é bom? Será que é uma doença nova? Sabe lá Deus...”

Há algum tempo, participando de uma cerimônia acadêmica, sentou-se ao meu lado uma jovem muito bonita e muito bem vestida, com cara de adolescente, falante, que logo puxou conversa. No fim das contas, quis saber quem eu era. Ficou de boca aberta: é você?! Olhei para os lados para saber se a surpresa era comigo mesmo. É que há uns anos, em Portugal, fui levado por um amigo a Alhandra, à beira do Rio Tejo, não muito longe de Lisboa. Apresentou-me ao diretor de um museu, que leva um nome parecido com o meu. Ele balançou a cabeça: "Pode ser...", disse, cheio de dúvida.

No mercado local, apresentou-me às simpáticas moças da floricultura. Ficaram deslumbradas, quiseram tirar fotografias comigo. Eu, cada vez mais nervoso, incomodado mesmo. É que em Alhandra nascera o médico José de Sousa Martins, professor da Faculdade de Medicina de Lisboa, médico do último rei de Portugal. Faleceu moço, com 33 anos de idade. Ficara conhecido por fazer caridade, por atender gratuitamente os pobres, mas principalmente por ter sido o responsável pela implantação do Sanatório da Serra da Estrela, para acolhimento e tratamento de tuberculosos. Na dedicação aos enfermos, contraiu a doença e morreu muito cedo, com fama de santidade.

A devoção ao professor José de Sousa Martins vem crescendo rapidamente em Portugal e nos países de imigração portuguesa recente, como a França.

Ao pé de um monumento na praça diante da Faculdade de Medicina de Lisboa, um grande número de placas de granito leva escrito: "Ao Professor José de Sousa Martins, pela graça alcançada." Uma coisa é certa: José de Sousa Martins pode fazer milagres em Portugal, mas José de Souza Martins certamente não faz milagres no ABC.

Diário há 30 anos

Domingo, 27 de janeiro de 1985 – ano 27, nº 5734

Manchete – Gás vaza e leva terror a Cubatão

Cinco mil moradores deixam suas casas na Vila Parisi. Houve rompimento de tubulação na Ulfratertil, no km 60 da Rodovia Piaçaguera/Guarujá.

Meio Ambiente – Tese do biólogo-sanitarista Aristides Almeida Rocha mostra que a Represa Billings pode ser recuperada.

São Caetano – Dívida externa dobra em 1985.

Em 27 de janeiro de...

1915 – O diretor do Grupo Escolar de Santo André, José Augusto Leite Franco, queixa-se da falta de galpões na escola. No recreio, os alunos não têm como se defender “dos raios ardentes do sol, mormente na estação que atravessamos”. É solicitada providência ao secretário do Interior.

- A guerra. Da manchete do Estadão: “Os ingleses destroem um canhão alemão de grosso calibre em Festubert”.

1930 – Junta Militar de São Bernardo publica edital convocando jovens de 21 anos, das classes 1908-1909, a se alistarem.

1960 – Realizada a primeira assembleia geral para fundação da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Ribeirão Pires. Arthur Gonçalves de Souza Júnior eleito o primeiro presidente.

1970 – Cai latim no vestibular da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Santo André. Uma das questões: traduzir a frase: “Quod consilium das mihi?”. Traduzindo: “Que conselho me dás?”

Hoje

- Dia da Elevação do Brasil a Vice-Reinado (1763)

- Dia do orador

Santos do dia

- Santa Angela de Mérici (Itália, Desenzano, 1470 – Bréscia, 1540). Fundou a Congregação das Irmãs de Santa Úrsula.

- Julião

- Avito 



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