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Homicídios sobem 25,9% no trimestre

De janeiro a março, 74 pessoas foram assassinadas na região; roubos e furtos também crescem


Fábio Munhoz
Rafael Ribeiro

26/04/2013 | 07:00


O número de casos de homicídios dolosos - aqueles em que há intenção de matar - teve alta de 25,9% no Grande ABC no primeiro trimestre de 2013 na comparação com o mesmo período do ano passado. De janeiro a março, foram assassinadas 74 pessoas nos sete municípios da região. O crescimento é inferior ao registrado na Capital, onde os casos subiram 18,2% (veja tabela ao lado). Os dados fazem parte das estatísticas mensais de criminalidade divulgadas pela Secretaria de Estado da Segurança Pública.

Apenas São Bernardo e São Caetano apresentaram queda, de 23,8% e 100%, respectivamente. A cidade com maior número de casos foi Santo André, com 20 ocorrências. Diadema teve alta de 66,6% no período, com 15 pessoas mortas intencionalmente. Recentemente, o Diário publicou reportagens sobre a diminuição do rigor da Prefeitura em relação à legislação municipal que proíbe o funcionamento de bares após as 23h. A Lei Seca, como é conhecida, foi criada em 2002 e é apontada por especialistas na área de Segurança como um dos principais fatores que contribuíram para a redução dos índices de criminalidade na cidade nos últimos anos.

Os latrocínios - roubos seguidos de morte - também tiveram aumento, passando de quatro para 15 - 275% a mais. Na Capital, o acréscimo foi de 81,8%, passando de 22 para 40 crimes. Ontem, uma dentista foi morta após ser roubada em São Bernardo (leia mais na página 5).

O Grande ABC também registrou alta superior à da Capital nos indicadores de roubos e furtos em geral. Em São Paulo, o acréscimo foi de 4,2%, enquanto na região os índices cresceram 13,6%. Todos os sete municípios apresentaram elevação desta modalidade de crime. A maior alta, de 52,7%, ocorreu em Rio Grande da Serra, que passou a ter 84 casos. Santo André e São Bernardo somaram a maioria dos episódios.

Os roubos e furtos de veículos tiveram alta de 12,1% no trimestre nas sete cidades. Foram 5.456 registros, contra 4.866 no período anterior. O único município que reduziu os índices foi Ribeirão Pires, com diminuição de 17%. Na Capital, o acréscimo também foi menor que no Grande ABC. Foram 3,4% mais ocorrências que nos três primeiros meses do ano passado.

Delegado geral da Polícia Civil no Estado, Luiz Maurício Blazeck esteve ontem em São Bernardo para acompanhar as investigações sobre o caso da dentista morta queimada e, apesar de reconhecer que as estatísticas criminais aumentaram consideravelmente, justificou dizendo que as autoridades estão tomando as medidas necessárias para reduzir os índices.

"É um momento crítico, difícil", admitiu. "A forma como esse crime (da dentista) foi realizado choca, nos serve de alerta. Mas a população precisa saber que tanto a Polícia Civil quanto a Militar estão trabalhando para que haja queda da criminalidade", garantiu.

Para Blazeck, o aumento no número de vítimas de latrocínios e homicídios na região preocupa e medidas serão tomadas de forma urgente para controlar as estatísticas. "Vamos fazer todo o possível, tudo o que estiver a nosso alcance. Obviamente as autoridades estão em alerta por conta desse aumento", destacou.



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Homicídios sobem 25,9% no trimestre

De janeiro a março, 74 pessoas foram assassinadas na região; roubos e furtos também crescem

Fábio Munhoz
Rafael Ribeiro

26/04/2013 | 07:00


O número de casos de homicídios dolosos - aqueles em que há intenção de matar - teve alta de 25,9% no Grande ABC no primeiro trimestre de 2013 na comparação com o mesmo período do ano passado. De janeiro a março, foram assassinadas 74 pessoas nos sete municípios da região. O crescimento é inferior ao registrado na Capital, onde os casos subiram 18,2% (veja tabela ao lado). Os dados fazem parte das estatísticas mensais de criminalidade divulgadas pela Secretaria de Estado da Segurança Pública.

Apenas São Bernardo e São Caetano apresentaram queda, de 23,8% e 100%, respectivamente. A cidade com maior número de casos foi Santo André, com 20 ocorrências. Diadema teve alta de 66,6% no período, com 15 pessoas mortas intencionalmente. Recentemente, o Diário publicou reportagens sobre a diminuição do rigor da Prefeitura em relação à legislação municipal que proíbe o funcionamento de bares após as 23h. A Lei Seca, como é conhecida, foi criada em 2002 e é apontada por especialistas na área de Segurança como um dos principais fatores que contribuíram para a redução dos índices de criminalidade na cidade nos últimos anos.

Os latrocínios - roubos seguidos de morte - também tiveram aumento, passando de quatro para 15 - 275% a mais. Na Capital, o acréscimo foi de 81,8%, passando de 22 para 40 crimes. Ontem, uma dentista foi morta após ser roubada em São Bernardo (leia mais na página 5).

O Grande ABC também registrou alta superior à da Capital nos indicadores de roubos e furtos em geral. Em São Paulo, o acréscimo foi de 4,2%, enquanto na região os índices cresceram 13,6%. Todos os sete municípios apresentaram elevação desta modalidade de crime. A maior alta, de 52,7%, ocorreu em Rio Grande da Serra, que passou a ter 84 casos. Santo André e São Bernardo somaram a maioria dos episódios.

Os roubos e furtos de veículos tiveram alta de 12,1% no trimestre nas sete cidades. Foram 5.456 registros, contra 4.866 no período anterior. O único município que reduziu os índices foi Ribeirão Pires, com diminuição de 17%. Na Capital, o acréscimo também foi menor que no Grande ABC. Foram 3,4% mais ocorrências que nos três primeiros meses do ano passado.

Delegado geral da Polícia Civil no Estado, Luiz Maurício Blazeck esteve ontem em São Bernardo para acompanhar as investigações sobre o caso da dentista morta queimada e, apesar de reconhecer que as estatísticas criminais aumentaram consideravelmente, justificou dizendo que as autoridades estão tomando as medidas necessárias para reduzir os índices.

"É um momento crítico, difícil", admitiu. "A forma como esse crime (da dentista) foi realizado choca, nos serve de alerta. Mas a população precisa saber que tanto a Polícia Civil quanto a Militar estão trabalhando para que haja queda da criminalidade", garantiu.

Para Blazeck, o aumento no número de vítimas de latrocínios e homicídios na região preocupa e medidas serão tomadas de forma urgente para controlar as estatísticas. "Vamos fazer todo o possível, tudo o que estiver a nosso alcance. Obviamente as autoridades estão em alerta por conta desse aumento", destacou.

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