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Salário de policiais será prioridade de Tarcísio de Freitas, afirma SSP

Grupo de trabalho foi criado para analisar possível recomposição salarial; remuneração de delegados no Estado é uma das piores do Brasil

Beatriz Mirelle
06/02/2023 | 10:03
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Quase 900 novos soldados da PM foram nomeados e há concursos em andamento (Foto: Celso Luiz/DGABC)
Quase 900 novos soldados da PM foram nomeados e há concursos em andamento (Foto: Celso Luiz/DGABC) Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A SSP (Secretaria da Segurança Pública de São Paulo) criou grupo de trabalho para estudar a elaboração de proposta de alteração legislativa sobre a recomposição salarial da Polícia Civil. A resolução foi publicada no Diário Oficial do Estado em 25 de janeiro. De acordo com Sindpesp (Sindicato dos Delegados de Polícia de São Paulo), o salário bruto de delegado no Estado é de R$ 12.458.97, sendo um dos piores no Brasil, por exemplo. Essa remuneração está em 24º lugar entre as 27 unidades federativas do País e fica na frente apenas de Bahia, Espírito Santo e Sergipe.

Para reverter essa situação, de acordo com a SSP, um dos focos da nova gestão, liderada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), é o salário policial e o grupo vai consolidar análises para encaminhar uma minuta sobre esse tema para a Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo). “A SSP esclarece que uma das prioridades da atual gestão é a valorização policial – plano de carreira, aumento do salário, redução da carga horária, dentre outros”, informou em resposta ao Diário.

O governador também nomeou 878 novos soldados de 2ª Classe da Polícia Militar em 21 de janeiro. “A ação faz parte do conjunto de ações emergenciais para recompor o efetivo das forças de segurança do Estado. Também estão em andamento concursos para preencher outras 5.600 vagas para as carreiras de aluno-oficial e soldado de 2ª Classe”, complementou a SSP.

Além de prejudicar e desmotivar a rotina de trabalho, a desvalorização salarial prejudica o andamento das investigações, de acordo com a presidente do Sindicato dos Delegados de SP, Jacqueline Valadares. “A Polícia Civil de São Paulo tem uma rotatividade grande. Muitos prestam concurso aqui e acabam por não se fixar na carreira. Vão para outros Estados ou trocam de profissão. Os inquéritos acabam não tramitando de forma célere porque constantemente há um déficit no número de servidores. A população não tem sensação de segurança porque o caso demora para ser esclarecido”, disse ao Diário.

Esse levantamento do Sindpesp terminou em 2022, mas o sindicato já está com novos dados sobre remuneração através da LAI (Lei de Acesso à Informação). “Com as atualizações, existem grandes possibilidades dessa posição piorar ainda mais”, afirma Jacqueline. Para a presidente, as dificuldades de contratação também acontecem pela baixa frequência de concursos públicos.

O sindicato teve ciência da criação do grupo de trabalho e se mostrou positivo sobre a iniciativa. “Temos uma reunião agendada com o atual secretário de Segurança do Estado, Guilherme Derrite, para esta semana. Uma das pautas será a remuneração dos policiais civis”, afirma. “O novo governo precisa entender que essa questão é um investimento. Serão mais policiais empenhados, que vão se fixar na carreira e, consequentemente, ajudarão na queda da criminalidade se a investigação for mais rápida.”

DGABC



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