Palavra do Leitor

Diversidade e inclusão no trabalho




Ser organização mais plural e democrática atrai atenção de talentos que buscam por empresas socialmente responsáveis. Hoje, as pessoas não buscam apenas um trabalho, mas sim local onde sintam-se à vontade com suas identidades e que apoie a diversidade. De acordo com pesquisa da empresa Cloverpop, times com diversidade de etnia e gênero são 87% melhores ao tomarem decisões. No entanto, cultura acolhedora não é resultado espontâneo. Tornar o ambiente mais inclusivo é mais que apenas abrir vagas e contratar essas pessoas. Não existe manual pré-definido ou fórmula mágica sobre como tornar a sua organização mais inclusiva.

Mas o primeiro passo é entender a diferença entre diversidade e inclusão. Diversidade está ligada à representação demográfica, enquanto a inclusão é garantir que toda a diversidade existente na empresa tenha as mesmas oportunidades de crescimento profissional. Diversidade é convidar para a festa, inclusão é chamar para dançar.

Comece documentando a proporção atual de pessoas de minorias dentro da empresa e calcule a representatividade delas em cargos de tomada de decisão. É comum termos viés inconsciente e contratar pessoas que se pareçam com a gente, mas precisamos nos livrar desse preconceito. Busque feedbacks dos colaboradores e descubra se as pessoas se sentem à vontade no ambiente de trabalho. Pesquisa da empresa Kantar Inclusion Index 2019 apontou que 35% dos entrevistados observaram discriminação negativa dentro das empresas. A partir desses dados, o próximo passo é comparar com os benchmarks (análise da concorrência) do mercado. Assim, é possível ter visão macro da mudança necessária no seu ambiente de trabalho.

Atenção, a inclusão não é garantia de ambiente saudável! É preciso implementar cultura organizacional aberta às minorias e os preconceitos devem ser intoleráveis. Promova palestras sobre os temas. Além disso, é muito importante escutar o profissional das minorias contratado e peça ajuda a eles para melhorar a visão da empresa. A educação é um dos trunfos para transformar a postura dos colaboradores. Incentive as pessoas em posição de privilégio a serem mais conscientes sobre essas pautas e fomente a diversidade em cargos de liderança da companhia.

Existem inúmeras formas de promover essa inclusão, da criação de comitês de diversidades, programas de desenvolvimento profissional, oficinas de reciclagem, até canal anônimo para denúncias de comportamentos inadequados. Promover a inclusão no mundo corporativo significa entender a importância do respeito e da valorização das diferenças. Afinal, ambiente onde as pessoas pensam diferente melhora o clima organizacional e gera valores positivos.

Manoela Mitchell é CEO da startup de gestão de benefícios Pipo Saúde.

PALAVRA DO LEITOR

Passado condena
Falar mal do ‘capitão’ nesta coluna mostra que as pessoas estão acordadas e vendo os malfeitos dele na Presidência. Não enganou a nós, os que não votaram nele, porque já conhecíamos seu passado de inércia, 28 anos como deputado, zero projeto de relevância e nenhum programa apresentado em debate porque inventou uma facada para não participar deles. Como um cidadão sem conhecimento nenhum poderia ocupar o principal cargo no Brasil e fazer alguma coisa prestativa? Neste caso não existe milagre. Tem leitor que, se usar seu ‘critério de leitura’ para não ler ‘baboseira’ (Capitão, dia 14) não lê a própria carta. Mulheres, não deixemos nos calar.
Monique Montanaro
Diadema

Resposta
Por meio desta venho dar resposta ao leitor Arlindo Ligeirinho Ribeiro (Perplexo, dia 25): em nenhum momento mencionei que Lula era inocente ou culpado, salvo em prova ao contrário, porque o direito de defesa é universal. Não devemos fazer pré-julgamentos, como no relato do leitor sobre minha carta. A Justiça absolveu Lula de todas as condenações e, posteriormente, em julgamento pelo STF (Supremo Tribunal Federal), foi novamente inocentado. Agora devemos condenar ou absolver? Qual é a sua opinião juridicamente falando? O senhor também disse que ele teve bons advogados de defesa, mas, em minha opinião, o papel do advogado é procurar a melhor defesa de seu cliente, e é para isso que eles estudaram. Se você é acusado, é direito seu procurar bom advogado para se defender.
Copiniano de Souza
São Bernardo

Dois momentos
Dia 16 vivi dois momentos: um de alegria pelo aniversário de minha mulher, Leila; e outro de tristeza e saudade do inesquecível amigo e ex-prefeito de Santo André Celso Daniel, que completaria nesse dia também mais um ano de vida. Em minha humilde residência, no bairro Valparaíso, era onde a gente se reunia para debater os problemas da cidade, pois era nesse lugar que dava os primeiros passos na formação da sociedade dos amigos do bairro. Celso Daniel, muito tímido, expunha com muita clareza suas ideias, vislumbrando que seria grande administrador político, o que provou para todos, com sua competência e honestidade como prefeito. Também era cotado para disputar a Presidência da República, mas o destino calou seus ideais. Tive a honra de trabalhar com ele em sua gestão, muito aprendi e sou grato por ter sido seu amigo e correligionário. À minha mulher dei parabéns e abracei. Para Celso rezei uma oração de gratidão ao ser humano mais humilde que devotou sua vida em favor de seus semelhantes. Que Deus lhe guarde. E nós nunca o esqueceremos.
João de Deus Martinez
Santo André

Na contramão
Bolsonaro anunciou em suas redes sociais a redução de tarifas de importação para instrumentos musicais, de 18% para 5%) e de skates (de 20% para 2%), que passam a valer a partir de amanhã. Essa é a prioridade neste momento? Salva de palmas ao presidente! Ele já havia tentado zerar tarifas para importação de revólveres e pistolas, mas o STF (Supremo Tribunal Federal) sabiamente suspendeu esse absurdo. No começo do ano ele aumentou o imposto sobre produtos necessários no combate à Covid, entre eles cilindros de oxigênio, que foi, graças a Deus, revertido, só que até 30 de junho próximo. Por causa dele, que adora instalar o caos, Manaus teve de mandar seus pacientes a outros Estados, o que fez com que a variante do coronavírus se espalhasse pelo Brasil. Diante do exposto acima, nota-se claramente quais são as prioridades deste governo. Se isso não é ser genocídio, o que é, então? Absolutamente normal ele agir assim, afinal, é totalmente despreparado. Anormal é saber que ainda há quem o apoie.
Maria Tereza Fidelis
Ribeirão Pires

Forma de governo
Sobre o desgoverno no País e o resultado que temos agora, pergunto: por que obedecermos leis que nem o direito à defesa nos dão? Já ouvi muito: ‘Em caso de assalto, não reaja e entregue tudo que tem’. Definitivamente, democracia não é isso. Mesmo presos e indefesos em nossas casas, cercadas por muros altos, câmeras de vídeo, concertinas e alarmes, somos surpreendidos por eles invadindo, nos torturando e matando, certos da impunidade e complacência das nossas leis e da Justiça. Para mim, não importa a forma de governo. Importa como somos tratados. Acorda, Brasil!
Nilson Martins Altran
São Caetano

Pegou mal!
Li neste Diário que o vereador de Santo André Evilásio Santana, o Bahia, disse que parlamentares da cidade ajudam as pessoas os quatro anos de mandato (Política, dia 21). Gostaria de saber onde vive esse cidadão! Só pode ser em outro planeta. Ele não é sério. Quando vereador, principalmente os de Santo André, ajuda alguém? Quando mostra a cara a não ser em época de eleição? O que fazem muito bem é votar reajuste a eles mesmos, nomes de ruas, praças e fugir das responsabilidades. Até hoje, passado mais de um ano do início da pandemia, a cidade espera a ajuda financeira dessa (sem)classe, que empurra com a barriga a questão, esperando que a população esqueça. Vereador Evilásio Santana, vivemos outros tempos, não nos enganam mais com facilidade. Parabéns ao vereador Márcio Colombo pelo projeto que autoriza carros oficiais no auxílio na vacinação de pessoas idosas e em vulnerabilidade. Nunca votei e jamais votarei nos ‘espertalhões’ que acham que a população continua cega.
João Antônio Penha

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