Setecidades

Na região, número de vítimas de acidentes de trânsito caiu 41,6%


Em julho, 14 pessoas morreram em acidentes de trânsito no Grande ABC. Foram dez vítimas a menos (41,6%) do que no mesmo período do ano passado. No entanto, especialista avalia que a expectativa era que a redução nas fatalidades fosse ainda maior em razão da quarentena – conforme publicado pelo Diário, o número de óbitos na região se manteve estável no primeiros semestre em comparação a 2019. Os dados são do Infosiga (Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo) e foram divulgados ontem.

“Se há queda, é um reflexo da queda da circulação das pessoas na rua. Porém, o esperado era uma redução drástica, uma linha reta caindo, assim como o PIB (Produto Interno Bruto) para a área econômica”, assinalou Eduardo Biavati, sociólogo e consultor em segurança no trânsito.

Outro aspecto que justifica a diferença observada entre este ano e 2019 é que julho é mês de férias escolares. Normalmente, o mês registra aumento no volume de carros circulando pela cidade e nas estradas. “As férias não existiram neste ano (foram distribuídas a partir de abril). As pessoas permaneceram confinadas e, mesmo com a retomada das atividades econômicas, o risco (no trânsito) diminuiu”, explicou.

“Os dados que temos observado apontam variações inexplicáveis, até aumento de acidentes, sendo que estamos com menos veículos na rua, reduzindo as chances de colisão. Por outro lado, aumentou o número de motociclistas e ciclistas”, afirmou o especialista em alusão aos números do primeiro semestre.

Vale destacar que agravante é o fato de pessoas que perderam seus empregos virem nos aplicativos de entrega opção de renda, ao mesmo tempo em que as plataformas tiveram aumento da demanda em razão do isolamento físico. Em julho, cinco (35,7%) das vítimas guiavam motocicletas, quatro (28,6%) estavam em automóveis, três (21,4%) eram pedestres, uma estava em caminhão (7,1%) e uma (7,1%) era ciclista.

Entre os falecimentos ocorridos no mês passado, três vítimas tinham entre 25 e 29 anos e três tinham entre 45 e 49 anos, enquanto duas tinham entre 55 e 59 anos. As demais faixas etárias registraram um óbito cada. As fatalidades foram mais comuns entre os homens, que representaram 85,7% das ocorrências, ou seja, 12 das 14 ocorrências. 

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