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Quanto tempo pode viver uma árvore?


A idade de uma árvore depende de muitos fatores, assim como a vida dos humanos. Além dos aspectos biológicos, casos do contato com água e iluminação, e climáticos, o tempo de vivência varia de espécie para espécie. Enquanto as chamadas árvores primárias vivem, em média, 50 anos, as árvores climáticas pode existir por milhares de anos.

Para que a planta se desenvolva bem é necessária a combinação de alguns fatores: ar, luz, água, solo fértil com abundância de nutrientes, espaço para crescimento e calor. Sendo assim, é possível que complete até 3.000 anos, como o jequitibá-rosa plantado na cidade de Santa Rita do Passa Quatro, Interior de São Paulo. Quanto melhores as condições do local do plantio, maiores serão as chances de superar as expectativas de vida dos exemplares.

As primárias, também conhecidas como pioneiras, nascem primeiro e, em geral, crescem mais rápido, mas não ficam muito grandes. Detalhe que fazem sombra e ajudam a fornecer melhores condições para que outras espécies nasçam e se desenvolvam melhor.

As espécies de ciclo longo produzem grande número de sementes e necessitam de luz para germinar. Também contam com crescimento rápido e vigoroso.

GRANDE ABC - Alguns tipos de árvores se destacam pelas ruas e parques da região. É possível citar espécies como alfeneiro (Ligustrum lucidum), figueira (Ficus benjamina) e sibipiruna (Caesalpinia pelrophoroides). Detalhe que as duas primeiras são exóticas e não são indicadas para plantio em vias públicas.

É importante destacar que as árvores devem ser plantadas com o devido planejamento e muita cautela para que os benefícios da arborização urbana, como controle da poluição sonora e auxílio na diminuição da temperatura, sejam realmente aproveitados.

O Brasil possui uma das floras mais ricas do mundo, com cerca de 8.000 espécies arbóreas classificadas.

Um dos tipos mais famosos, o pau-brasil, que deu nome ao País, entrou oficialmente na lista de árvores ameaçadas de extinção em 2004. Ele está protegido por lei e não pode ser cortado para fins comerciais.

Consultoria de Thami Izumi da Cruz, engenheira ambiental da Secretaria de Meio Ambiente de Diadema. 

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