Confidencial

Começa a corrida em busca dos laudos


Todo ano é sempre a mesma coisa. Reta final do ano e começa a correria para renovação dos laudos técnicos dos estádios do Grande ABC. Os documentos são necessários para que a Federação Paulista libere os locais para receber jogos do Campeonato Paulista de 2020 e precisam estar protocolados antes do congresso técnico, reunião em novembro que envolve representantes de todos os clubes. Justamente por falta dessa documentação o Santo André, que agora está na elite, perdeu o mando de algumas partidas nas últimas temporadas.

Ontem, a Prefeitura de São Bernardo informou que conseguiu a renovação do laudo de vigilância sanitária e de higiene do Estádio 1º de Maio, que venceria amanhã. Segundo o Paço, o documento foi enviado para a Federação Paulista e a cidade aguarda a atualização a tempo de a praça esportiva, que está sendo usada pelo Cachorrão na Copa Paulista, não ser interditada. Em novembro, será a vez do laudo de segurança, que vence dia 30. Já o AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros) e o de prevenção e combate de incêndio estão datados de 8 de janeiro.

O estádio da região que mais preocupa é novamente o Bruno Daniel, em Santo André. A praça esportiva passa por obras para atender a exigências da Federação Paulista e da CBF – já que o Ramalhão vai disputar a Copa do Brasil de 2020. Apesar de a Prefeitura garantir que o prazo está sob controle, as intervenções precisam terminar a tempo de os laudos serem emitidos e entregues à Federação Paulista antes do congresso técnico, que ainda não tem uma data oficial para acontecer. Além de modernização das tribunas, das cabines de imprensa e ampliação do banco de reservas, também será finalizado o vestiário dos visitantes e serão instalados mais dois elevadores. No total, será investido R$ 1 milhão nas obras.

É preciso ficar atento porque as exigências são cada vez mais rigorosas. Vale lembrar que em 2018 o Santo André não pôde estrear em casa no Paulistão porque o Bruno Daniel não tinha corrimãos nas arquibancadas. Saídas de emergência e plano de fuga em caso de incêndio também precisam estar dentro das normatizações. São detalhes que, a princípio, podem até soar como besteira, mas é na necessidade que percebemos a importância de cada uma dessas determinações.

CLÁSSICO EM SUZANO
Não caiu bem a decisão da diretoria do Santo André de levar o dérbi diante do São Caetano, pela penúltima rodada da terceira fase da Copa Paulista, dia 16, para o Estádio Francisco Marques Figueira, em Suzano. Mas o presidente Sidney Riquetto me explicou que as alternativas mais próximas do Grande ABC foram sendo inviabilizadas, uma por uma: o Anacleto Campanella não pôde ser utilizado porque ficaria caracterizada inversão do mando de campo, o que é proibido; o 1º de Maio, até ontem estava com o laudo de vigilância sanitária e de higiene vencido e como não tem gerência sobre o local os ramalhinos não queriam arriscar; o Inamar, em Diadema, foi solicitado, mas o Água Santa vetou porque o gramado está sendo preservado com foco na elite do Paulistão 2020 (leia ao lado que o Netuno está com os dois pés na Primeira Divisão); o Pedro Benedetti, em Mauá, foi vetado pela Federação depois do jogo em que o Ramalhão venceu a Inter de Limeira por 2 a 0 por causa do péssimo estado do campo; o Nicolau Alayon, na Capital, também está praticamente impraticável e poderia ser vetado; por fim, a Rua Javari, em São Paulo, local do jogo de domingo, contra o Mirassol, será alugado e, por mais que o valor não tenha sido revelado, o mandatário andreense considera uma “locação onerosa”.

Somado a essas impedições, o estádio de Suzano foi cedido gratuitamente ao Santo André e Riquetto ainda diz que o clube receberá ajuda. “Um empresário da cidade ofereceu, sem ônus, acomodações para a logística pré-jogo, incluindo refeições. Fácil concluir a razão da opção”, comentou o presidente.

Claro que por mais lógica que tenha a escolha, o torcedor quer o time jogando na cidade ou, em último caso, no Grande ABC. Para se ter uma ideia, do Bruno Daniel até o Estádio Francisco Marques Figueira são quase 40 quilômetros e a partida acontece em uma quarta-feira útil, às 15h. Tem tudo para ficar praticamente vazio. Uma pena, porque o clássico é um jogo muito aguardado por torcedores e jogadores.

GINÁSTICA EM TÓQUIO
A equipe de ginástica masculina, recheada de representantes da região, está assegurada na Olimpíada do Japão, em 2020. A confirmação da vaga veio ontem, no Mundial de Stuttgart, na Alemanha. O Brasil terminou em décimo, dentro das 12 vagas distribuídas na competição. Entre os destaques do time estão o são-caetanense Arthur Zanetti e o são-bernardense Caio Souza.

PALPITÃO DO FATTORI
Semana de clássicos e confrontos complicados para opinar. Mas sem ficar em cima do muro, vamos aos chutes. Brasileirão – Rodada 24: Bahia 1 x 1 São Paulo, Santos 1 x 2 Palmeiras e Corinthians 0 x 2 Athético-PR. Rodada 25: Palmeiras 3 x 0 Botafogo, Internacional 2 x 1 Santos e São Paulo 0 x 0 Corinthians. Copa Paulista: Ferroviária 0 x 0 São Caetano, Linense 2 x 2 EC São Bernardo e Santo André 0 x 2 Mirassol. Amistosos da Seleção: Brasil 4 x 0 Senegal e Brasil 2 x 1 Nigéria.  

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