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Animação à brasileira


Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

08/04/2011 | 07:07


Retratar o Rio de Janeiro nas telas é um sonho antigo do diretor brasileiro Carlos Saldanha. Sua paixão pela cidade natal sempre foi apresentada em entrevistas nas quais divulgava outros trabalhos, como as duas últimas aventuras da trilogia 'A Era do Gelo'. A homenagem chega hoje aos cinemas com a animação 'Rio'. A estreia é tão aguardada que mais de 1.000 salas em todo o País terão o filme em cartaz.

As belezas naturais brasileiras que fazem história em todo o mundo são o grande foco da produção. Lindas praias, pessoas alegres e a invejável diversidade ecológica ganham espaço em um local que, na verdade, não existe. A Cidade Maravilhosa apresentada ao público é uma versão bem diferente do que os brasileiros (que vivem por aqui) conhecem e beira a perfeição.

O cenário criado por Saldanha e sua equipe é típico de uma realidade imaginada por estrangeiros. Isso se deve muito ao fato de que o diretor mora nos Estados Unidos há quase 20 anos e a lembrança nostálgica de casa rende uma obra que faz com que o público relembre um Rio de Janeiro alegre e exuberante como há tempos não o vemos.

As boas tiradas cômicas presentes em seus outros trabalhos ganham as ruas - e os céus - da capital carioca. As desventuras de personagens forasteiros em terras desconhecidas são comuns, mas desta vez o protagonistas são aves. A ararinha-azul Blu deixa as mordomias da vida ao lado da dona Linda para viajar para o Rio para conhecer a fêmea Jade. O casal acaba sequestrado por contrabandistas e precisa encontrar uma maneira de voltar para a casa em segurança.

A diversão começa pelo fato de que Blu, apesar de todos os seus instintos, não sabe voar. A dificuldade serve como pano de fundo para as confusões que irá enfrentar na favela, no trem do Corcovado e em pleno desfile de carros alegóricos no sambódromo da Marquês de Sapucaí. Os poderosos pixels da computação conseguem dar formas até mesmo ao Cristo Redentor na belíssima cena do voo em asa-delta. Outro destaque fica por conta da trilha sonora produzida por Sérgio Mendes.

Algumas questões, caso da não existência de ararinhas-azuis na cidade, podem fazer com que o público mais cético encontre empecilhos para rir, mas isso não impedirá seu enorme sucesso. Apesar da simplicidade, 'Rio' chega às telas como a maior homenagem ao Brasil que o cinema norte-americano já fez.


País já rendeu produções

A magia do samba e do Carnaval que caracteriza a imagem internacional do Brasil tem gerado as mais diversas ‘participações' nacionais em produções cinematográficas pelo mundo afora.

Uma das mais estranhas e emblemáticas obras que falam sobre o País talvez seja 'Brazil - O Filme' (1985), do diretor Terry Gilliam (o mesmo de 'O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus', de 2009). O longa-metragem britânico apresenta uma realidade na qual computadores e a burocracia controlam as pessoas. O título não remete ao acontecimentos da trama e uma das únicas presenças brasileiras no roteiro se deve à canção 'Aquarela do Brasil'.

Além de 'Rio', outra animação que homenageia toda a musicalidade nacional é 'Você Já Foi à Bahia?' (1945), dos estúdios Disney. No desenho, vários pequenos curtas mostram diversos lugares do mundo, sendo que a passagem por aqui conta com a presença de Aurora Miranda (irmã da célebre Carmem Miranda) e canções como 'Na Baixa do Sapateiro' e 'Os Quindins de Iaiá', de Ary Barroso.

Mais recentemente, a figura do brasileiro esteve representada nas telas por Javier Bardem em 'Comer Rezar Amar' (2010), de Ryan Murphy. O ator interpreta Felipe, que inicia relacionamento com a escritora Liz Gilbert (Julia Roberts). A interpretação causa risos ao público local pelo português forçado de Bardem, que chega a comentar que o beijo na boca entre pais e filhos é comum em sua terra natal.



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Animação à brasileira

Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

08/04/2011 | 07:07


Retratar o Rio de Janeiro nas telas é um sonho antigo do diretor brasileiro Carlos Saldanha. Sua paixão pela cidade natal sempre foi apresentada em entrevistas nas quais divulgava outros trabalhos, como as duas últimas aventuras da trilogia 'A Era do Gelo'. A homenagem chega hoje aos cinemas com a animação 'Rio'. A estreia é tão aguardada que mais de 1.000 salas em todo o País terão o filme em cartaz.

As belezas naturais brasileiras que fazem história em todo o mundo são o grande foco da produção. Lindas praias, pessoas alegres e a invejável diversidade ecológica ganham espaço em um local que, na verdade, não existe. A Cidade Maravilhosa apresentada ao público é uma versão bem diferente do que os brasileiros (que vivem por aqui) conhecem e beira a perfeição.

O cenário criado por Saldanha e sua equipe é típico de uma realidade imaginada por estrangeiros. Isso se deve muito ao fato de que o diretor mora nos Estados Unidos há quase 20 anos e a lembrança nostálgica de casa rende uma obra que faz com que o público relembre um Rio de Janeiro alegre e exuberante como há tempos não o vemos.

As boas tiradas cômicas presentes em seus outros trabalhos ganham as ruas - e os céus - da capital carioca. As desventuras de personagens forasteiros em terras desconhecidas são comuns, mas desta vez o protagonistas são aves. A ararinha-azul Blu deixa as mordomias da vida ao lado da dona Linda para viajar para o Rio para conhecer a fêmea Jade. O casal acaba sequestrado por contrabandistas e precisa encontrar uma maneira de voltar para a casa em segurança.

A diversão começa pelo fato de que Blu, apesar de todos os seus instintos, não sabe voar. A dificuldade serve como pano de fundo para as confusões que irá enfrentar na favela, no trem do Corcovado e em pleno desfile de carros alegóricos no sambódromo da Marquês de Sapucaí. Os poderosos pixels da computação conseguem dar formas até mesmo ao Cristo Redentor na belíssima cena do voo em asa-delta. Outro destaque fica por conta da trilha sonora produzida por Sérgio Mendes.

Algumas questões, caso da não existência de ararinhas-azuis na cidade, podem fazer com que o público mais cético encontre empecilhos para rir, mas isso não impedirá seu enorme sucesso. Apesar da simplicidade, 'Rio' chega às telas como a maior homenagem ao Brasil que o cinema norte-americano já fez.


País já rendeu produções

A magia do samba e do Carnaval que caracteriza a imagem internacional do Brasil tem gerado as mais diversas ‘participações' nacionais em produções cinematográficas pelo mundo afora.

Uma das mais estranhas e emblemáticas obras que falam sobre o País talvez seja 'Brazil - O Filme' (1985), do diretor Terry Gilliam (o mesmo de 'O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus', de 2009). O longa-metragem britânico apresenta uma realidade na qual computadores e a burocracia controlam as pessoas. O título não remete ao acontecimentos da trama e uma das únicas presenças brasileiras no roteiro se deve à canção 'Aquarela do Brasil'.

Além de 'Rio', outra animação que homenageia toda a musicalidade nacional é 'Você Já Foi à Bahia?' (1945), dos estúdios Disney. No desenho, vários pequenos curtas mostram diversos lugares do mundo, sendo que a passagem por aqui conta com a presença de Aurora Miranda (irmã da célebre Carmem Miranda) e canções como 'Na Baixa do Sapateiro' e 'Os Quindins de Iaiá', de Ary Barroso.

Mais recentemente, a figura do brasileiro esteve representada nas telas por Javier Bardem em 'Comer Rezar Amar' (2010), de Ryan Murphy. O ator interpreta Felipe, que inicia relacionamento com a escritora Liz Gilbert (Julia Roberts). A interpretação causa risos ao público local pelo português forçado de Bardem, que chega a comentar que o beijo na boca entre pais e filhos é comum em sua terra natal.

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